Google Maps na Vida de Jovens Motoristas
Eu sempre fui meio que um zero à esquerda quando o assunto é localização. Eu sei a diferença entre direita e esquerda, ok, mas até os pontos cardeais eu confundia na escola. Essa minha deficiência era agravada pelo fato de eu ter sido adoravelmente mimada por pais que me levavam e me buscavam em qualquer lugar e, portanto, jamais ter precisado localizar um endereço.
A história mudou quando eu vim para Curitiba e precisei me virar. Catei mapas de arruamento dos bairros de Curitiba no site da prefeitura, garimpava os horários e rotas dos ônibus naquele sitezinho da URBS e me virava.
Só que aí eu tirei a carteira e ganhei um carro. E aí eu precisei mesmo me virar, porque se localizar de carro é muito diferente de se localizar a pé.
O que me salvou foi o Google Maps. Eu sou incapaz de achar um lugar só com as direções que alguma pessoa me passe e com os respectivos pontos de referência. Na melhor das hipóteses, eu me acho com um mapa desenhado pela pessoa. Preciso olhar tudo no Google Maps, senão não acho. Até acho, mas vou com medo e insegura.

Eu não sei mais viver sem Google Maps. Se o Google algum dia resolver tornar o Google Maps pago, eu vou pagar qualquer preço pela assinatura Premium-Gold-Platinum. Se o Google encerrar o Google Maps, eu vou abrir uma instituição e contratar programadores e qualquer outro tipo de profissional e equipamento necessário para fazer outro Google Maps, o MT Maps. Eu sei que existe Yahoo! Maps e outros mil serviços do tipo, mas não tenho o mínimo interesse em procurar coisas neles. Estou viciada em Google Maps.
Como as pessoas encontravam endereços no passado? Se for da mesma forma que meu pai dá direções, eu prefiro o Google Maps :)
E não acho que isso seja um problema. Faz parte do ser humano encontrar formas de se localizar, tanto que inventaram bússolas, inventaram astrolábios, mapas, sistemas de localização pelas estrelas etc etc. Ninguém vai ficar perdido num futuro apocalíptico pós-Google Maps. Eu podia falar que o Google Maps é coisa do demônio, da mesma forma que falaram e falam dos perigos da Internet. Não é porque eu sou viciada em Google Maps que não vou conseguir ler um mapa normal. Tecnologia é uma coisa boa para facilitar a vida do homem. Google Maps é uma coisa boa para facilitar a vida do homem.
Google Maps me fez conhecer as ruas pelo nome, e não apenas por ponto de referência. Eu sei me locomover muito melhor em Curitiba, onde vivo há dois anos, do que em Ponta Grossa, onde vivi durante 13. É claro que isso se deve em grande parte à presença dos nomes das ruas em TODAS as esquinas, o que inexiste na nossa Princesa dos Campos, mas a culpa é toda do Google Maps.





