Eu faço Letras!
No Ensino Fundamental, quando eu achava que sabia o que queria da vida, tinha uma imagem bem distorcida dos alunos de Letras. Eram meninas sem graça de cabelo preso frouxo na nuca, carregando pra cima e pra baixo a bolsa da Cescage com aquele bordado de máquina que dizia Letras - Inglês, com o adesivo do mestre-corujinha na bunda do Ka bordô sujo. Estavam fadadas a serem as estagiárias de quem todos gostávamos nas séries iniciais, que sempre traziam atividades pedagógicas e divertidas. E depois seriam necessariamente as professoras carrancudas e mal pagas da rede pública.
Por incrível que pareça, essa idéia persistiu até o primeiro ano, quando eu descobri que era tarada por língua estrangeira. Eu não queria admitir que queria prestar vestibular pra Letras. Lingüística sim, Letras não. Até que, já no cursinho, um professor de Literatura muito querido, que estudou onde hoje eu estudo, me orientou no assunto.
Quando me dei conta, respondi (não poucas vezes) toda orgulhosa à grande pergunta “Vai prestar o quê?” “Letras.” E, depois de um breve pausa para a cara do interlocutor que felizmente eu nunca parei para definir, “Francês.” Ainda na semana passada, quando o médico, tentando puxar conversa, me perguntou o que faculdade eu fazi, enchi o peito pra falar “Eu faço Letras na Federal!”
Eu não quero ser a estagiária do pré-primário, nem muito menos professora da rede pública. Eu não sei o que eu quero fazer pra ganhar dinheiro, mas eu estou bem feliz com o meu curso.
As meninas de cabelo preso frouxo na nuca agora fazem Pedagogia.


Olá, bom dia. Obrigado pela visita, ontem. E, puxa, Letras é um dos mais belos cursos acadêmicos que existem. Quando se envolve, é amor eterno. Eu sou a prova viva. Hoje estou no jornalismo, mas sou mais um Capote que qualquer outra coisa. Tenho certez que meu futuro é o jornalismo literário. É visceral. Enfim.
Seu blog é ótimo.
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Olá, bom dia. Obrigado pela visita, ontem. E, puxa, Letras é um dos mais belos cursos acadêmicos que existem. Quando se envolve, é amor eterno. Eu sou a prova viva. Hoje estou no jornalismo, mas sou mais um Capote que qualquer outra coisa. Tenho certeza que meu futuro é o jornalismo literário. É visceral. Enfim.
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puxa..apague o primeiro
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Eu vou fazer Letras - Japonês e estou me preparando pras risadas na minha cara e costas.
A verdade é que, quando nos apaixonamos pelo mundo afora, não adianta. A gente tem que saber se comunicar com aquele mundo de qualquer jeito. Mas a gente só não quer fazer MÍMICA! Ok, essa foi fraca.
Tinha outra coisa que eu queria falar… esqueci. Azar.
Uma ressalva: Pedagogia ou Terapia Ocupacional.
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Argh, lembrei. Me ajuda a pôr essa exibição de thumbs do Flickr, eu não encontrei isso no site. Danke schön.
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