Archive for February, 2007

A graciosidade nata de Maria Thereza

Aproximou-se de mim pelas costas; não o ouvi chegar, em meio a toda a batucada. Tapou meus olhos com as mãos, não pediu que eu adivinhasse quem era, até porque eu sabia que era isso que devia fazer. Foi o que fiz, depois de um breve instante de assimilação. Por mais que estivesse de olhos fechados, vi a cor das mãos. Senti suas formas em meu rosto e seu cheiro. Depois de um breve instante de incredulidade (”só porque você quer que seja ele, não significa que é ele”), ao mesmo tempo em que tocava as mãos e afastava-as de meu rosto, inclinei a cabeça para trás a fim de confirmar a minha suposição. Era ele. Me deu um beijo desajeitado no rosto e me abraçou por sobre os ombros. Conversamos rapidamente sobre o batuque e a dança, até chegada a hora da minha aula de Linguística III. Dei um tchauzinho tímido, o qual ele respondeu mandando um beijo de longe. Respondi mandando outro.

Naquele momento, em que os pés andavam para a frente e o rosto olhava e sorria para trás, eu tropecei e derrubei uma bicicleta que estava mal apoiada num degrau.

Genial, Maria.

(Vale contar também que alguns minutos mais tarde eu vi o indíviduo fumando e broxei irremediavelmente.)

Não-Aulas e Índia

Primeiro dia de suposta aula. Saí do trabalho com uma über dor de cabeça, o ônibus tava lotadaço e pegou um engarrfamento enorme, e só subindo o elevador da Reitoria foi que eu descobri que estava über atrasada, über spät. E mesmo assim estava über empolgada e ansiosa!

Mas, como eu estudo na Federal aqui do Paraná, foi ao chegar no andar da minha suposta aula e esperar por horas com meus amigos que eu não via há eras, que eu descobri que não ia ter aula.

Valeu ter ido até lá, em primeiro lugar pra rever todo o pessoal, e em segundo lugar pra ver o discreto cartaz sobre o Festival da Índia em Curitiba. Tipo, pirei o cabeção!

Ninguém mais da turminha pirou o cabeção, então acho que vou ter que arrastar minha mãe, porque afinal dizem as más línguas que vai ter mehndi. Sim, mãe, mehndi de verdade, fica vermelho e tudo, nada das gambiarras que eu fiz :D Então eu vou lá, ver as roupas coloridas e maravilhosas, fazer desenhos exóticos e maravilhosos de mehndi na palma da mão, tomar sharbat e comer coisas com pimenta demais :D Pirei o cabeção total. O site é absolutamente deficiente em informações úteis, então escrevi um email pros organizadores da versão curitiboca do evento pedindo pra saber mais. No fundo eu quero é saber se vai mesmo rolar mehdi, porque aquela foto era da edição de São Paulo.

E amanhã eu vou levar o cartaz embora!

Café = Coco

O pessoal de marketing da Nestlé deve ter deixado passar um pequeno erro de digitação. Como “tiop” em vez de “tipo”, só que eles erraram as últimas 3 letras da palavra (que por sua vez tem 4 letras). Nescau Café tem gosto de Nescau Coco. Inclusive, o erro tipográfico foi tamanho que no site da Nestlé consta Nescau Guaraná, da mesma linha, mas nada de Nescau Café. Acho que tiraram de linha pra arrumar a embalagem, enquanto o Mercadorama continua vendendo o produto obsoleto.

Mesmo assim, eu estou louca pra tomar Nescafé Ice, o qual eu vi num outdoor, mas o Mercadorama - why am I not surprised? - não vende. Mãe, compra pra mim se tiver aí no Tozetto. Aliás, o produto só está disponível nos 3 estados do Sul. Gaúchos (porque de São Paulo pra baixo é tudo gaúcho) são mais propensos a café gelado do que cearenses?

Ingredientes: Açúcar, água, açúcar invertido, xarope de glicose, café solúvel, caramelo e aromatizante. Não Contém Glúten.

Acho que cearenses devem, sim, ter um tipo de aversão a açúcar invertido.

Fofinha & Eu

Fofinha 2

Sim, eu tenho uma poodle chamada Fofinha. Ela mora em Ponta Grossa com meus pais e é já bem velhinha, com 7 ou 8 anos, não lembro. Tão velhinha e manhosa que quando tem gente por perto ela simplesmente não consegue subir a escada. Fica lá choramingando e dando pulinhos de 3 centímetros pra mostrar que ela realmente está se esforçando, mas não consegue. Aí quando ninguém dá bola ela sobe correndo a escada inteira.

Fofinha 1

 

Fofinha 3

Às vezes ela vem arranhar a porta do meu quarto bem cedo de manhã, querendo entrar, e eu, com sono, penso que vou esperar ela desistir. Mas ela não desiste, arranha a porta incessamente até eu levantar e abrir a porta pra ela. Dentro do quarto vem a etapa 2, quando ela fica abanando o rabo e choramingando querendo que eu a coloque em cima da minha cama, na qual ela consegue muito bem subir quando ninguém está olhando.

Fofinha 4

 

Fofinha 5

Gente feia e os ônibus da capital

Êêêê!

A minha maior diversão com esse blog é brincar com a aparência dele. Tipo mãe que faz a filha de boneca, penteia o cabelo, maquia e põe sandalhinha mini-anabela. Coitada da criança. E do blog. Então taí, limpinho e lavadinho. Bugs ainda podem aparecer em algum canto porque eu estou com sono.

Talvez eu esteja com sono porque estou caminhando uma hora por dia desde terça-feira passada. Pra quem é simpatizante do dolce far niente, isso é muito. Mesmo. Ando tudo isso porque o tubo (não-curitibanos: ponto) onde eu pego o ônibus é longe da minha casa, e eu sou mão de vaca demais para pegar dois ônibus.

Até porque as emoções da linha Bairro Alto/Santa Felicidade valem por 2. Não vamos citar a sempre presente horda de gente feia, estranha, fedida e fumante (FEFF), porque afinal esses estão sempre presentes em qualquer rua de qualquer cidade do Brasil (porque nos EUA as pessoas fumam menos, e na Europa fumam mais, essa é a diferença do ar que se respira ao andar na rua). Estou falando de bizarrice mesmo.

Primeiro eu achei que o ônibus ia ser queimado com todo mundo dentro, quando dois homens feios chamaram a atenção de todos muito de sopetão, obviamente integrantes de ramificações do PCC em Curitiba. No fim, eles só queriam vender uma caneta com tampa rotatória para ajudar meninos de rua ou com AIDS, não lembro porque então estava mais interessada em Marco Masini berrando “solo iooo solo tuuu voleremo liberiii” no meu ouvido.

Depois foi o carioca bigodudo (feio também)  que não parava quieto um minuto, e estava cheio de sacolas de supermercado. Falava o tempo todo com um estudante de algum cursinho enquanto o coitado só olhava e respondia com eventuais “ahã”. Na hora de descer, as pessoas dentro do tubo começaram a entrar no ônibus antes que as pessoas dentro do ônibus começassem a entrar no tubo; encabeçadas por uma senhora (feia) de cabelo muito branco. Foi aí que o carioca berrou “OLHA A EDUCAÇÃO, VOVÓ!!!

Pelo menos eu consigo ir sentada na grande maioria das vezes.

Hoje eu posto!

Passei tempo demais trabalhando em outros projetinhos (sem terminar nenhum) e pensando em coisas que não convinham publicar neste blog.

Mas prometo que hoje eu posto!

(A propósito, realmente não deixam usar MSN na minha empresa, então eu quero todo mundo no GMail o dia inteiro pra falar comigo!)

(A propósito 2, estarei disponibilizando instruções para obtenção da senha dos posts protegidos. Na verdade, este último foi um dos melhores que eu já escrevi, mas é sobre uma pessoa específica que não deveria lê-lo, por isso a senha :P Que desperdício, não?)

A página Info agora contem informações sobre como obter a senha! Mais tarde faço um formulário bonitinho :)

E retiro o que eu disse sobre postar hoje :P

Estágio novo

Então tô aqui no emprego novo, a animação voltou, o ônibus tava vazio e eu fui confortavelmente sentada o trajeto inteiro, minha técnica de prender o cabelo pra não suar na caminhada funcionou, e eu ainda não tive coragem de perguntar se eles usam MSN (de qualquer modo não está instalado). O banheiro tem cubas luxo, mas é a única coisa luxo da estrutura do lugar. No meu departamento tem uma colombiana simpática com sotaque fofo e uma suíça mucho loca com um sotaque totalmente cheguei-ontem-dos-Alpes, a qual raramente fala português com as pessoas, mas fala alemão o tempo inteiro com a outra menina que também faz letras. Fiquei a tarde inteira traduzindo pedaços de um texto enorme e daqui a meia hora eu saio, yay.

The Golden Compass

A Bússola DouradaTipo, pirei o cabeção!!!

Tem um aletômetro pra você brincar!!! E um aletiométro luso, ainda por cima :D E se você brincar bastante com os símbolos, algumas combinações te dão wallpapers secretos (veja o “read more” pras combinações).

O filme sai dia 31 de Dezembro no Brasil! Achei no google um poster que tinha uma imagem absurdamente maravilhosa da Lyra cavalgando Iorek Byrnison. Estou dando gritinhos até agora.

Mas estou decepcionada com o fato de ainda não ter visto um daemon sequer. Só aqueles bichos feiosos de arame da adaptação para teatro. O mico leão dourado da Sra. Coulter parece um gremlin. Pantalaimon, então, nem se fala. Quero ver como vão ser as transformações dos daemons das crianças, e como elas ficam sem daemon (em Bolvangar).

Foi bom eu ter resolvido reler o livro. Percebi que não lembrava de muitas cenas, e provavelmente não perceberia diferença nenhuma entre o livro e o filme se chegasse no cinema sem ter lido de novo.

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Ajustes, correria e o sentido da vida

Arrumei alguns errinhos no tema, e apanhei do WordPress por um tempo mas resolvi tudo. Estou trabalhando no meu porfolio agora, e está ficando bonito :D Estou ansiosa pra colocá-lo no ar, com todo o conteúdo dentro. Só falta realmente usá-lo pra alguma coisa. Pelo menos vai me dar alguma credibilidade se eu desistir de trabalhar com palavras e resolver transformar hobby em ganha-pão.

Porque o dia de hoje me fez ter sérias dúvidas sobre ter saído do meu último emprego, e se valia a pena fazer estágios porcos com documentações porcas de modo a fazer o que eu gosto. E, principalmente, me deu uma vontade sincera de tirar a carteira e ganhar um carro (do papai, óbvio) com cartão de crédito (idem) liberado pra gasolina. De verdade.

Desde as 10 da manhã até as 6 da tarde, andei do Alto da Glória até Santa Felicidade e corri atrás de documentação e de informação sobre documentação. Meus joelhos ainda doem, e toda a animação que eu tinha logo depois de fazer a entrevista simplesmente desapareceu.

Talvez eu simplesmente não goste de trabalhar, e talvez o meu maior objetivo na vida seja casar. De preferência com um homem que me sustente confortavelmente, já que eu não vou trabalhar. E por “sustentar confortavelmente” eu quero dizer bancar todas as minhas aulas de pintura, violino e todas as línguas que eu quiser à tarde; e pagar uma arrumadeira, uma cozinheira e um motorista, sendo que este último vai suprir a minha não-vontade de fazer auto-escola. Óbvio que todos os anos viajaremos para um país diferente, onde eu vou por em prática tudo o que eu aprendi nas aulas de línguas bizarras, inúteis e adoráveis que eu tive à tarde, e vou me divertir com esse fato.

Perfeito!