A graciosidade nata de Maria Thereza
Aproximou-se de mim pelas costas; não o ouvi chegar, em meio a toda a batucada. Tapou meus olhos com as mãos, não pediu que eu adivinhasse quem era, até porque eu sabia que era isso que devia fazer. Foi o que fiz, depois de um breve instante de assimilação. Por mais que estivesse de olhos fechados, vi a cor das mãos. Senti suas formas em meu rosto e seu cheiro. Depois de um breve instante de incredulidade (”só porque você quer que seja ele, não significa que é ele”), ao mesmo tempo em que tocava as mãos e afastava-as de meu rosto, inclinei a cabeça para trás a fim de confirmar a minha suposição. Era ele. Me deu um beijo desajeitado no rosto e me abraçou por sobre os ombros. Conversamos rapidamente sobre o batuque e a dança, até chegada a hora da minha aula de Linguística III. Dei um tchauzinho tímido, o qual ele respondeu mandando um beijo de longe. Respondi mandando outro.
Naquele momento, em que os pés andavam para a frente e o rosto olhava e sorria para trás, eu tropecei e derrubei uma bicicleta que estava mal apoiada num degrau.
Genial, Maria.
(Vale contar também que alguns minutos mais tarde eu vi o indíviduo fumando e broxei irremediavelmente.)





Tipo, 
