ØÄØ
- O post que eu escrevi hoje cedo simplesmente SUMIU.
- Fiz manicure de cinco reau.
- Quero livros.
- Quero chocolate.
- Quero terapia.
- Quero namorado.
Nada como um layout clean para dar uma limpa. Não agüentava mais aquele carnaval aqui.
A depilação-valium não me fez sentir melhor, mas pelo menos agora posso levantar o braço pra fazer alongamento numa boa, e pelo menos não estou nem perto de certas bicho-grilo da minha faculdade ou de certas mocréias-com-cara-de-pedagoga que certos pessôos bem, não vem ao caso. (Até porque eu cheguei à conclusão que o que eu tô sentindo é inveja, e não ciúme.)
Entrando num assunto mais polêmico e triste do que ser peluda (se é que isso é possível), hoje a palavra “desista” passou pela minha cabeça pela primeira vez, puxando imagens de papéis jogados no lixo e da minha geladeira novamente branquinha. Ainda não decidi se sigo esse conselho ou se continuo insistindo.
Vou ali ler porque eles estão conseguindo sair do esgoto, e ela deu pra todos eles, garota esperta!
(A propósito, meu pezinho que até então parecia pele de nenê agora está cheio de bolhas devido à maratona completa de 42km que eu ando toda manhã e fim de tarde, e o sistema de ônibus de Curitiba é só propaganda porque não tem uma mísera bicicleta pra me levar até a praça Tiradentes e até o final do ano vou estar com as pernas maiores que as do Schwarznegger, isso se eu não for acometida por um câncer nas glândulas sudoríparas até lá.)
Calor, canseira, raiva, stress, depressão, saudade, choro, e os sempre presentes pensamentos suicidas de “vou comer essa lasagna INTEIRA” e “não vou pra aula hoje, caralho”.
Imagina se fosse TPM.
Ode ao sal grosso depois do banho e ao livro-valium, que é o que geralmente funciona pra me fazer parar de chorar.
(Não respondi os comentários pelos motivos supracitados, mas eu respondo, sou simpática - como podem bem ver por esse post.)
O principal trabalho de Língua Francesa esse semestre é ler um romance em francês. Bom, eu comprei um quando estive em Paris, há dois anos. Não entendi lhufas. Agora, com essa oportunidade, retomei o tal do fundo da estante. E, pasmem,
ESTOU ENTENDENDO TUDO!
Até o semestre passado eu penava para entender o que os personagens diziam na novelinha do material de apoio, a qual é bem menos didática do que se espera. (Por “didática” quero dizer frases curtas e simples, faladas muito lentamente.) Hoje, pasmem,
ENTENDI TUDO!
Quem aprende uma língua estrangeira sabe que, depois de toda a gramática, de todos os exercícios e de toda a repetição, não há sensação melhor do que a de ser capaz de compreender e expressar. Sentindo isso agora pela terceira vez, eu digo que melhor do que compreender e expressar em si, é o momento em que você descobre que pode. A compreensão da compreensão.
Em segundo lugar vêm aquelas horas em que você se depara com uma palavra totalmente nova mas percebe que, de algum modo, você magicamente sabe o que ela significa. Como que por instinto. Mágico, de fato.
É por essas e outras que eu faço Letras.
Manele é um tipo de música popular na Romênia e na República Moldova. Tem influências do Oriente Médio nos arranjos e nos vocais. As letras geralmente falam de amores mal resolvidos, dinheiro, carros, mulheres, etc. É considerado uma subcultura, ou seja, é o sertanejo romeno, ou pagode romeno, ou o Calypso romeno, ou o que você achar pior.
Não é de se espantar que grande parte da trilha sonora de Borat - Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation Kazakhstan seja composta de Manele. Eu acho o Manele bem interessante, por mais brega que possa ser lá na Transilvânia (e aqui também, porque convenhamos, não é algo que eu colocaria na parte de gosto musical do Orkut ou que deixaria aparecer no Last.fm). Logo, secretamente achei a trilha sonora do filme genial.
Agora tô baixando a tal, mas no meio tem umas coisas bizarras demais inclusive pra mim. Uma das músicas começa com uma mulher gritando desvairadamente, o que ela deve considerar como “canto”.
Pra quem tiver curiosidade, esse site tem bastante coisa pra baixar. Pra quem tiver curiosidade, mas não quiser se arriscar, o YouTube também ajuda. Eu gosto particularmente dessa música, mas a palavra-chave “manele” já basta. Qualquer semelhança com programas de auditório brasileiros é mera coincidência. (O microfone amarelo estilo Domingo Legal é genial!)
Ainda na linha worldwidemusic, esse site é ótimo para ouvir no trabalho :)
Zezinho do Carrapicho é meu professor de Estudos Clássicos III. Depois de ter chegado a essa conclusão e cantado tique-tique-tá com a Paulinha, o Manoel veio perguntar o que a gente tinha achado do professor Luís Caldas.
Estava discutindo com o Manoel o tema Homens Lindos que Fumam (eu continuo indignada) e o argumento dele foi o melhor possível: “Até o final do curso você vai estar com dread no cabelo seboso, uma sandália Jesus Cristo e um saião praiano, e vai achar essa gente que não fuma nada muuuito careta.” Viva a área de Humanas e a Reitoria da UFPR.
Escrevi este pequeno email sentimental e deixei na minha caixa de rascunhos. O que eu efetivamente mandei tinha 1 linha.

Semana passada fui pra casa descalça porque fiz a unha do pé e estava de sapato fechado. Inclusive, fechado estava o salão, na hora em que eu saí de lá.
O assédio masculino na formatura de Farmácia UEPG no último sábado foi uma grande massagem no ego. O Manolo ficaria orgulhoso :D
Hoje faz um ano que eu moro em Curitiba. Se isso fosse um intercâmbio eu já estaria soltando faísca com meus host siblings e fazendo festas de despedida com o pessoal da escola.