Eu não agüentei e baixei Le Bordel Magnifique, o álbum live do Cali, de 2006. Bom demais, me deu arrepios, dava pra sentir a energia do cara e das pessoas como se eu estivesse lá. Ele abre com Je te souhaite à mon pire ennemi, que eu sempre achei a música mais foda dele depois de Elle m’a dit, que fecha o show. Achei ótima a interpretação dele das músicas, e mais ótimo ainda o orgasmo simulado em Pensons à l’avenir haha. E ele conseguiu me fazer gostar de Dolorosa, muito melhor ao vivo. Esse CD é parte de um double que vem com DVD junto. Se eu morrer vendo esse DVD irei feliz.
A tournée do álbum L’Espoir, sobre o qual eu já falei aqui, começa em 11 de março. O show em Lyon vai ser dia 9 de abril e o ingresso custa quase 30 euros na Fnac. Ai, que vontadinha.
Além disso, sabem o último álbum do Gemelli DiVersi? Aquele que eu falei que era muito periferia? Não consigo parar de escutar.
Quando comprei meu Mac mini, precisei de um teclado USB. Como não achava adaptador pro PS/2 que eu tinha, comprei o teclado mais barato que achei. Saiu 25 reais e veio com a tecla F11 afundada e metade das luzinhas sem funcionar, uma beleza.
Em negócios recentes com o Garoto Prodígio, consegui um teclado Apple espanhol. Da Espanha mesmo, não (para quê?) paraguaio. Tudo bem, funciona, é lindo e eu consigo escrever tudo o que eu quero. Mas debaixo de gambiarras mil. A bandeirinha da Espanha tá destoante na minha barra de tarefas:
E explicar a configuração do bichinho não ia fazer metade do sentido que faz mostrar como é:
Primeiro, tem uma tecla só para o ¡ e para o ¿ (a), a qual fica ao lado de um deslocadíssimo ponto de interrogação (b). Tem um Ç (c), o que é bom, mas está igualmente deslocado. Ter que apertar o shift pra fazer ; (d) é muito esquisito. Eu adoro a tecla Ñ (e), mesmo. Lo Día Internacional de Hablarse Portunhol vai ficar muito mais fácil agora. Foda que pra qualquer ~ eu preciso apertar alt + Ñ e depois a letra em questão. Isso além de a / ficar em cima do 7 e as ” em cima do 2.
Achei meigo que a luzinha do caps lock fica na própria tecla, e que tem teclas pra aumentar, diminuir e “mutar” o volume e uma tecla para ejetar CD. Tem também duas portas USB, uma delas estou usando pro meu mouse, o que já livra uma porta do mini. O fio é meio curto, sofri um pouco pra fazer ele passar por baixo da mesa. Minha tecla favorita é a “ayuda”. Amei. Agora tenho que treinar meus dedinhos (sem trocadilho, por favor).
Tem gente que quando tá meio pra baixo passa na frente da construção de propósito só pra ouvir um “gostosa!!!” Vulgar e pouco fino, sem dúvida. Mas eu ainda acho que toda mulher tem o direito de receber uma mensagem dessas…
…em pleno sábado. O ego vai às alturas.
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Acho digno também relatar que neste finzinho de fim de semana eu ouvi a palavra que eu queria ouvir há 13 meses. Obrigada :)
Fazia dois anos que eu queria fazer outra tattoo. Pois fiz.
Um coração, porque na nossa sociedade representa amor, e vermelho, porque eu queria algo colorido. Hoje à tarde me bateu aquela insegurança básica de Maria Thereza e deu medinho. Mas depois de ver o resultado final, fiquei extramamente feliz. Saiu melhor do que eu esperava e mais bonito do que estava no papel.
Os créditos da obra vão para o Terrákiu Studio, onde me atenderam super bem e fizeram um serviço ótimo. Os das fotos vão para o carinissimo André, que foi lá pra segurar minha mão (eu não chorei, tá?). Grazie caro, TVTB :)
Me sinto incrivelmente Maria Thereza, incrivelmente eu mesma, e essa é uma sensação boa demais. Agora mal posso esperar pelo próximo casamento/formatura/15 anos. Sempre quis usar vestido de gala que mostrasse tatuagem.
As próximas serão andorinhas no outro ombro, um índio americano na panturrilha e o autógrafo do Rivaldo no antebraço. Mentira, é só as andorinhas.
Olhos de lobo, pose de lobo, ataque de lobo, focinho de lobo, caninos de lobo, garras de lobo, cheiro de lobo, pele de lobo, pêlo de lobo, uivo de lobo, lua cheia.
Esse é o dedo do Garoto Prodígio. E ao fundo sou eu na minha workstation com minhas tralhas. Aqui acontecem coisas mágicas diariamente.
Semana passada o Garoto Prodígio quase “fatiou o salame” (nas palavras do alemão de vendas) com o ventilador quando a hélice caiu.
O pessoal aparece só pra “tirar casquinha”. A gente passa 40 horas por semana junto, é mais do que eu passo com minha família (óbvio) ou com meus melhores amigos. A gente acaba criando esses laços bizarros.
Faz mais de dois anos que não vejo esse filme (Eurotrip), então foi bem engraçado quando eu resmunguei “this isn’t where I parked my car” logo que percebi que estava indo pro lado errado do estacionamento.
Cooper diria “this is definitely not where I parked my car” e eu concordaria em todos os sentidos.
No mais, deixo registrado que amo meu Touch e amo minha Bigui, e podem falar o que quiserem.
- Então bota um tapa-sexo e desce sambando encontrar a gente aqui!
Porque o point, desde quando eu trabalhava com eles, é uma lanchonete do outro lado da rua do meu apê. E sim, eu ando sem roupa em casa quando tá calor. Eu moro sozinha e eu posso. Todo mundo é super bem-vindo pra vir me visitar quando estiver passando pelo centro, mas por favor liguem antes para evitar transtornos!
Todo mundo sabia que L’espoir, o álbum novo do Cali, ia sair dia 4, certo? Pois eu estava em Ponta Grossa nesse dia e corri baixar tudo pra ir ouvindo na volta. Ouvi a primeira música e achei estranho, ficava repetindo a mesma estrofe com os mesmos acordes o tempo inteiro, parecia 15 segundos em loop durante três minutos. Passei pra próxima, mesma coisa. Todas as músicas eram assim, e a tonta aqui só conseguiu se decepcionar (Cali é Cali né…) e pensar que se isso era um novo conceito em música, era um muito ruim.
Depois fiquei matutando. Impossível isso ser o CD do cara, era ridículo. Baixei mais uns três depois disso, e todos eles assim. Só consegui o certo baixando música por música. Ou seja, algum desocupado se deu ao trabalho de editar todos os samples que tinha no site, fazer cada um deles render três minutos, bonitinho, zipar e colocar no eMule. Pra quê, meu Jesus armado? Pra quê?
Então hoje tomei um banho demorado com direito a todos os dois tipos de esfoliante e três tipos de sabonete, além do óleo corporal, do hidratante e de pedra-pomes nos pés. Depois fui fazer as unhas dos pés e das mãos, e botei L’espoir pra ouvir.
Achei muito bom, no geral. Todas as músicas refletem um Cali mais crescido, que perdeu um pouco o tom de humor dos dois últimos álbuns. Como falei antes, não achei grandes coisa do carro chefe do CD, Comme j’étais en vie, mas ela tem um solo de guitarra que contra-balanceia espetacularmente a marromenice do resto da música! As letras continuam ótimas e inteligentes, mas repito que estão mais sérias. Gostei dos vários eus-líricos diferentes que ele assume pra cantar: um pai que perdeu a guarda do filho, uma moça que perdeu o namorado na guerra, um narrador onipresente que fala sobre uma moça apaixonada, um pai de família que sente a proximidade da morte.
Dou uma atenção especial pra esse último (da faixa Giuseppe et Maria), que me fez chorar enquanto pintava a unha! Acho que deve ter mexido em alguma coisa no meu subconsciente, porque mergulhei de tal forma na história que quando ele falou “plutôt mourir debout que vivre à genoux*” comecei a soluçar, e a cada verso só chorava e chorava mais, sendo o ápice da choradeira o verso “la mort ne fait plus peur, comme j’ai de la chance de partir amoureux de toi**“. Coloquei no GoEar porque só falar não adianta, tem que ouvir.
Fui “indicada” pelo Canha e pelo Aguinelo Pedroso para “Miss Blogosfera” no podcast do Digital Paper! Haha! Que honra, hein! Tanta blogueira estrelinha por aí e vão falar de mim! Achei digno.
O fato é que eles nem saberiam da existência minha ou deste blog se não fosse o meu recente vício em Twitter. No começo achei que era só um sistema de “mini-blog”, e até achei meio inútil se comparado a um “blog de verdade”. Mas isso foi bem antes de eu descobrir que dá pra direcionar um twitt a alguma pessoa. Daí em diante passei a ver o negócio como um tipo de rede social enxuta, moderninha, alter e 2.0. Adorei.
Inclusive, o fato não ser tão popular quanto um Orkut da vida contribui para o sucesso. Já pensou você recebendo updates “oie migus do twiti!!!!1!1!1111′11” ? Já deixei de seguir uma ou outra pessoa que me seguia porque elas escreviam assim, imagine uma comunidade inteira disso? Eu desistia. Mas como por enquanto tem gente bonita e cheirosa, sigam-me os bons, ok? (Mas só quem for bonito e cheiroso e escrever certo.)
MT tem 19 anos, mora sozinha em Curitiba, trabalha em período integral de dia e estuda Letras à noite. Arranja tempo pra passeios, bares, compras, Nintendo, música do mundo, livros e para seu egocentrismo criativo no Pictolírica.