Archive for April, 2008

Moendo no Wii

MT jogando Wii

Jogando Wario Ware no Nintendo Wii algumas semanas atrás. Foto do Slonik :)

O complicado foi jogar Trauma Center e operar o carinha levemente ébria depois. Aí realmente não tinha detonado, disk dicas nem Nintendo World que ajudasse! (E ainda vi o final de Zelda Twilight Princess - emocionei.)

Sexo e o Resto

Línguas estrangeiras não são apenas conjuntos diferentes de palavras e expressões para representar as mesmas coisas, mas conceitos diferentes das coisas. Assim como, em português, saudade é um sentimento bem claro e distinto e, em ingês, dedos do pé não são dedos, em italiano um relacionamento é dividido em duas partes essenciais: sexo e o resto.

E a pergunta da vez é: qual dos dois é mais importante? Leve em consideração que sexo inclui beleza física e a “pegada”, e que o resto inclui carinho, atenção e as “obrigações sociais” de um relacionamento.

Certo, parece óbvio que a resposta é o resto, afinal todo mundo quer ser bem-tratado e sentir que pode contar com a outra pessoa para o que for necessário. Mas não é tão óbvio assim.

Pense: você começa um relacionamento porque sentiu atração pela outra pessoa. Falando sem hipocrisia e “politicamente-corretice”, você quer uma pessoa bonita do seu lado. Todo mundo quer. Ou até não necessariamente bonita fisicamente, mas que tenha algum tipo de magnetismo, o que geralmente envolve o olhar, o modo de te tocar e falar com você e as atitudes - isso se chama “pegada”, e é isso que atrai uma pessoa à outra, e é a atração (logo, o sexo) que começa relacionamentos. O resto vai sendo construído pelas duas partes envolvidas ao redor disso.

Simplesmente não é natural que relacionamentos comecem pelo resto, para que sejam complementados depois com o sexo. É pular uma etapa, é não deixar acontecer naturalmente (êêê pagodão). Não é humano. Da mesma forma, não é humano que as pessoas se sintam solitárias mesmo estando num relacionamento, pelo fato de este ser construído exclusivamente de sexo.

Decidir o quê é mais importante que o quê é um dilema cruel. Aliás, pensar sobre isso, por si só, já é cruelíssimo. Quem não pensa é que é feliz, abençoada ignorância! Para não ser libriana e (como sempre) deixar as coisas em cima do muro, deixo a questão em aberto para vocês comentarem a respeito. Mas ainda concordo com a tia Rita Lee: amor sem sexo é amizade, sexo sem amor é vontade.

(É, eu que sei de relacionamento.)

Eu e Krishna

Acontece nesse fim de semana em Curitiba o Ratha Yatra 2008, celebração hare krishna que, segundo ótima explicação de uma “fiel” com quem conversamos, festeja um “passeio” do senhor Jagannatha (senhor do universo) fora do templo, onde ele pode ver e sentir a adoração de seus fiéis e ficar feliz com isso, enquanto os fiéis ficam felizes por se sentirem mais próximos ao deus e unidos a ele.

Estou contando o que eu entendi das palavras dela, se você entender mais do assunto e achar necessário me corrigir, por favor, assim o faça.

O fato é que eu me identifiquei muito com a coisa. Adorei a música, a dança, o canto, toda a alegria na coisa toda. Foi isso que me chamou a atenção. Amor era o que emanava dali, não medo e um respeito temeroso.

Porque eu fui batizada católica, mas só ia à igreja em ocasião de casamento, velório e visita turística, e me sentia extremamente sufocada. Fiz a primeira comunhão por obrigação dos pais, e por revolta fui tomar a hóstia com a roupa mais velha, batida e suja que eu tinha, e nunca mais comunguei desde então. Achava que eu tinha o djaño no corpo, só podia!

Depois entendi que não, que não era em Deus que eu não acreditava, mas sim na instituição da igreja católica (sic - minúsculas). Não concordo com as idéias que ela prega a seus fiéis. Detesto a expressão “temente a Deus”. Como se Deus fosse algo assustador a que temer, e como se quem O teme fosse bom e correto. E isso é só um exemplo, não quero entrar em discussões contra uma ou outra religião.

Meu negócio passou a ser eu e Deus, Deus e eu, e está bem bom assim. Mas a idéia de se sentir alegre e amado e bem consigo mesmo através da religião me chamou muito a atenção. Acho que vou fazer uma visitinha ao templo de Krishna um dia desses. (E ser parte da Piracema de Hare Krishnas.)

Cantando errado (de novo)

Quando vi o clipe da música nova do James Blunt pela primeira vez entendi “I’m not calling for a second shag , e ainda fiquei achando meigo o romantismo do cara por ele não querer só sexo. Cantei a música inteira assim, e só bem depois fui perceber que na verdade ele dizia“I’m not calling for a second chance.

De novo. Das duas uma: ou eu tenho um sério caso de dislexia musical, ou eu ando passando tempo demais com o inglês britânico misturado com espanhol do Garoto Prodígio, cuja palavra mais falada (depois de culo) é shag.

Barbeiragem me salvou a vida

Meus freios estavam fazendo um barulho estranho. Levei pra consertar, consertaram, e no dia seguinte percebi que estava vazando óleo de freio. Levei lá de novo.

Só que quando fui entrar na oficina, entrei torto, anta, passei com o pneu na quina do meio-fio alto e rasguei o pneu.

Pneu moderadamente danificado... Right...

O pneu estourou, fez um barulhão, achei que tinha arrebentado meu pára-choque!

Tudo bem, estrago feito, vamos trocar o pneu então. Só que os meus pneus saíram de linha, não estão mais à venda, então tive que desembolsar os dois da frente.

Quando fui buscar a Bigui, o vendedor disse que o pneu da direita, o que estava inteiro, tinha uma pequena rachadura do lado de dentro, o que obviamente fragilizava o pneu, e que no primeiro buraco que eu pegasse na estrada o pneu ia estourar e ia dar acidente.

Gente, fiquei passada.

Se eu tivesse entrado certinho ali, não teria estourado o pneu, e se o pneu nao tivesse estourado e não estivesse fora de linha, eu não teria que trocar os dois, e se eu não trocasse os dois, provavelmente só descobriria essa rachadura da pior maneira possível!

*

E esse foi só UM dos acontecimentos de ontem :O

O que é a beleza?

Ontem, zapeando os canais, caí no Miss Brasil 2008. Peguei da parte em que já tinham escolhido as cinco finalistas. Não achei foto das “donzelas”, mas fiquei impressionada com tamanha igualdade. Eram lindas, sim, todas. Mas eram todas iguais também! Todas de cabelo preto ondulado e volumoso que bate na cintura, maxilar proeminente e olhos grandes. Toooodas. Só a Miss Ceará que tinha o cabelo mais claro e o sorriso mais sincero, tava torcendo por ela.

Mas quem ganhou foi a Miss Rio Grande do Sul, Natália Aderle, que por sinal é também igual à outra Natália, a Miss Brasil 2007:

Miss Brasil 2008

Todas igualmente lindas, igualmente iguais. A mesma cara, o mesmo sorriso, o mesmo cabelo. Saíram da mesmíssima linha de produção. Até o vestido é igual. Isso é ser bonita? Ser igual ao padrão? Acho o diferente, o exótico, tão bonito. Sou só eu?

Depois reclamam quando a japonesa ganha o Miss Universo.

Aquilo

Quando eu pensar em outra coisa que não seja quella cosa, eu venho postar decentemente.

Por enquanto, estou melhorando na parte de focar em outras coisas. Incrível como a faculdade tem sido interessante ultimamente. As matérias mesmo, não os veteranos nem os calouros nem os alunos de outros cursos. Incrível né, tô passada que tô gostando de estudar! Juro que não tô me reconhecendo! O trabalho não tá tão interessante, mas considerando que mês que vem já entra o aumento que eu pedi, é uma coisa para se ficar feliz, fora uns esqueminhas profissionais por fora.

Enquanto isso, eu compro roupas e sapatos e volto a comer saudável. Ou assim eu espero.

A Língua e a Moda do “De”

As aulas de Sociolinguística da faculdade me ensinaram que não existe jeito errado de falar, apenas jeito diferente. Há muitas discussões do gênero aqui na Produção (a mais recente sobre o polêmico tópico “R retroflexo”), das quais eu detesto participar porque é difícil fazer esse conceito de regionalismo, sotaques e dialetos brasileiros entrar na cabeça dos hermanos aqui.

Tanto é difícil que nem na minha entrou direito. Ainda tem muita coisa que eu não tolero, apesar de estar me esforçando para viver mais na “paz e amor” com essas bizarrices lingüísticas.

O mais recente alvo da minha intolerância é a moda do “de”. Começou com o “de” em dias de semana. “De segunda-feira vou pra natação”, “De domingo a gente faz churrasco”, etc. Achei cafona por ouvir falantes de sotaques que eu conheço bem e que nunca tinham falado assim de repente aderirem a isso. Se eles falassem assim desde que se conhecem por gente talvez fosse menos pior.

Depois, foi a expressão “sair de balada” que me causou um infarte do miocárdio. Como assim, “sair DE balada”? Você pega o seu Balada a álcool e sai? Que eu saiba a gente sai de carro, sai de bicicleta, sai de ônibus, eu saio de Bigui todos os dias, e inclusive saio de Bigui PRA balada.

“De sábado eu saio de balada.”

De onde surgiu isso, minha gente? Expliquem-me, por favor. Regionalismo? De onde? Por que está todo mundo falando assim?

Considerando que só ouvi isso de jovens solteiros na faixa dos 20-25 anos de classe média que se jogam na night, deduzo que seja um processo natural da língua, que se modifica com o tempo. Mas juro que não entendi a tendência.

Essa juventude de hoje, cada vez mais saidinha…