Ivan Lessa e a Reforma
[...] Língua a gente deve dar uma olhada e nela tentar sentir suas origens. Há um orixá etimológico dentro de todos nós, razoavelmente informados, pedindo para baixar no cavalos que somos. Por esse motivo, os franceses deixaram aquele desmando de acentos graves, agudos e circunflexos, sempre nos lugares menos esperados, só para fazer o cidadão sentir uma cutucada de um caboclo latino ou grego, pedindo charuto, pinga e lugar no terreiro.
Da coluna de hoje do Ivan Lessa.
Achei o máximo, apesar de ainda estar em cima do muro sobre a reforma ortográfica. Esse parágrafo acima exemplifica bem a minha posição de esquerda, mas pelo lado da direita (acho “direita” e “esquerda” conceitos tão relativos) acredito que a língua falada sofre, sim, evoluções naturais (acho ótimo que seja assim) e logicamente a escrita deveria acompanhar essa evolução. Concordo veementemente que um padrão para todos os países de língua portuguesa facilitaria muito os esquemas mas, por outro lado, língua é uma coisa tão cultural e única que padronizá-la seria padronizar a cultura - um absurdo.
E vou sentir falta do acentinho em “vôo”.
Ô libriana.


Acho que poderiam deixar todas as formas.
No exemplo que você deu: poderia ser o correto tanto Vôo quando Voo …
Deixava os professores de português se estreparem para saber todas as formas hehehe
:P
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eu faço letras, e não é fácil explicar por que não existe padrão pra nada no português hehehe
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Mas tem umas palavras que vão fazer confusão. O trema, por exemplo. Vai mudar a pronúncia de algumas palavras. O “güe” não vai ser pronunciado como no “qua”, então “aguentar” fica bem como se leria hoje sem trema. >_< E sem falar que eu vou ter que estudar pela primeira vez Português pra concurso público, com essa reforma, corrigindo todos os livros da minha biblioteca particular.
Não vamos nos esquecer de que “jogo” era “jôgo”.
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Não tô gostando dessa reforma também. Gosto tanto de usar agudo pra colocar um som mais aberto e o circunflexo pra indicar som mais fechado e até isso querem mudar em certas palavras.
Acho que deviam seguir exemplo do inglês, americanos nunca iam aceitar escrever colour. :~
Quero o português do jeito que tá hauahaua
Beijo.
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viva la revolución!
só penso o que será do coco e do cocô…
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Odiei a reforma. Adoro todos os meus acentos e tremas. E como você disse, padronizar idioma é o mesmo que padronizar cultura - um absurdo.
Agora os analfabetos vão saber mais que eu. pfff
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A gente cresceu com esses acentos todos, talvez simplesmente achemos que são parte da palavra como um design, mas fico pensando que a maioria da população não vê a menor diferença porque tem uma educação tão péssima.
Pra falar a verdade eu odiava estudar as regras de acentuação, e vários acentos se perdem na preguiça da digitação até hoje, mas eu acho que vou sentir falta deles…
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Eu não sei se sou pró ou contra reforma. Por um lado, uma simplificação ajudaria muito as pessoas com menos estudo, ou mesmo pessoas que se confundem com tremas e afins. Por outro lado, perde as singularidades da nossa lingua, aos poucos, e como você disse, vamos assim perdendo um pouco da nossa cultura.
Adoro inglês britânico, e, apesar de ser 90% igual ao americano, o U de color (colour) ou vc ir para um apartmente (em vez de flet) fazem toda a diferença!
Beijo
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Vou sentir falta do trema…. sempre gostei tanto dele =/
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hummm, bem eu nao sou mto adepto do portugues, sempre gostei mais de numeros, e minhas notas em portugues sempre foram pessimas, nao tenho uma posiçao definida com relaçao a reforma, mas sei la, concordo q vai empobrecer um pouco nossa lingua, caso aconteça, vai ficar estranho ver coisas q tive q me matar pra tentar aprender deixarem de existir.
té mais
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Aaaah, eu gosto tanto das pequenas frescuras da Língua Portuguesa, sabia? Por isso, de maneira bem bem bem egoísta, nem queria essa reforma não.
Beijo!
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Sou mais do que a favor.
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Algumas alterações são completamente aceitáveis, mas outras, completamente desenecessárias.
Bjitos!
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