Archive for July, 2008

Meia-calça e Depilação Invernal: Moda

Bermuda de alfaiataria com meia-calça: elegante

Bermuda de alfaiataria com meia-calça: elegante

Queria ir trabalhar com a bermuda de veludo que ganhei da minha mãe, e tive que colocar uma meia-calça por baixo. Odeio usar meia-calça, odeio aquele elástico enrolando na barriga, denunciando todos os seus pneuzinhos e acusando as trufas que você comeu ontem, além do deus-nos-acuda na hora de ir ao banheiro, com uma camada extra de roupa pra tirar. Mas eu não tinha meias 7/8 (preciso providenciar, junto com a cinta-liga pra segurar, ui que sexy) então teve de ser meia-calça mesmo.

Meia tá em voga na estação, vi no Chat Feminino semana passada. Comentaram isso sobre minhas meias durante meu café da manhã na cozinha da empresa. Eu costumo usar coisas que acho bonito ou que sinto necessidade, estando na moda ou não. A meia foi questão de necessidade. Falei pra tia do comentário que eu coloquei porque estava com frio. Mentira, eu sou calor humano puro, não sinto frio, podia muito bem passar sem meia. A verdade é que eu precisava depilar a meia perna - é inverno e eu não tenho namorado nem P.A. no momento. É a moda a serviço da preguiça justificada.

Moral da história: Liqüida inverno no Mueller até domingo. Recebo sábado e vou no shopping comprar 7/8.  Depois de passar a tarde no salão, claro. Dia de cortar o cabelo. E de depilar, claro.

Receita de Analgésico Magnífico

Já pensou se existisse um analgésico milagroso que tirasse todas as suas dores ao primeiro comprimido? Que curasse até aquelas dorzinhas mais difíceis de alcançar? Até aquelas que você nem sabe ao certo o que são mas que te incomodam mesmo assim? Um analgésico interior, um analgésico emocional?

Jovanotti tem a receita! Essa música está no álbum Safari (2008) e eu acho tão interessante que achei válido compartilhar com você, leitor, essa receita. São pequenas coisas que ao longo da vida agregam seu valor, e a gente nem pára pra pensar. Traduzi livremente, só para passar a mensagem.

Antidoloríficomagnífico

Ingredientes:

  • Brasa de fogueira de acampamento recém-apagada
  • Xixi de tigre deixado ao menos uma noite ao vento
  • 7 fios de cabelo de 7 homens recolhidos de um travesseiro ao amanhecer
  • 1 pedaço da casca da árvore onde você brincava de esconde-esconde
  • 1 moeda de um país distante cujo nome você não saiba pronunciar
  • 4 grãos de terra vermelha recolhidos na África Equatorial
  • Couro cortado do cinturão de um padre cheio de tormentos
  • Suspiro de mulher linda com pés cansados e dor de dente
  • 5 fios de barba branca de um velho no bar com amigos de infância
  • 1 fragmento do espelho do banheiro da estação de onde ela partiu
  • Poeira que fica na barra do seu jeans preferido
  • Água da poça do lugar onde vocês se conheceram
  • 3 gotas de cuspe de mulher grávida de um homem que não a ama
  • 1 pena do pescoço de um papagaio preso no zoológico de Roma
  • 1cm² do jornal que saiu no dia do seu décimo aniversário
  • 1 pedacinho de papel queimado de uma bombinha de Ano Novo
  • 3 gotas de suor de um maratonista iniciante (serve o meu)
  • Um pouco de água onde uma mãe lavou os pratos ontem à noite
  • 1 pedaço do seu primeiro boletim da primeira série
  • O horário dos vôos para o ano que está para começar
  • A bolinha do apito do árbitro
  • 1 pedaço de rolha de espumante
  • 1 página do livro de ciências do qual você não sabe nada
  • 1 folha de relva sobre a qual passou há pouco um leão
  • O botão que abaixa o volume da televisão
  • A poeira depositada no filtro do ar condicionado de uma central de polícia no dia seguinte a uma grande captura
  • 12 pétalas da rosa que seduziu uma moça cortejada
  • Coloque também um tiquinho de sal de uma sua lágrima evaporada
  • O ingresso do show onde você compreendeu que a vida é bela
  • Espuma de cerveja
  • Azeite de oliva
  • A foto astronômica de uma estrela
  • Sangue fresco de uma ferida
  • Óleo de fígado de jacaré
  • O que fica debaixo das suas unhas depois de uma luta
  • Poeira de computador
  • Pernas de aranha
  • 3 euros em fichas no cassino
  • Borracha de pneu amassada no chão durante a arrancada
  • Merda de lobo na parte branca da faixa de pedestres
  • O pólen de 1 flor levada para sua avó no hospital
  • A última página de Pinóquio
  • A primeira página do Eclesiastes
  • O laço enrolado que no domingo segura o pote de macarrão
  • Pedra tirada do Parthenon
  • Gancho que segura o sutiã
  • 3 gotas de água do seu copo quando este está meio cheio

Preparação:

  • Moer
  • Misturar
  • Bater

E pra quem quiser ouvir:

Como escolher maçãs?

Esses dias, no mercado com minha fiel sacola retornável de feira, estava eu na seção de hortifruti. Tinha passado um tempo escolhendo as cenouras e agora estava nas maçãs. É sempre uma dificuldade incrível escolher boas maçãs, todas elas têm um pretinho ali, um amassadinho aqui. Eu acabo sempre levando as que TÊM amassadinhos e pretinhos, mas que na hora de comprar eu não vejo. Daí só percebo quando vou tirar da geladeira pra comer e fico puta, cortando fora com a faca as imperfeiçõezinhas. Isso tira toda a graça de comer maçã. Maçã a gente tem que enfiar na boca e morder gostoso! Não ficar cortando com a faca e levando faca + maçã à boca, igual pirata.

Foi mais ou menos no meio do longo processo de escolha, já aos 10 minutos e na terceira maçã (eu queria 5), que apareceu na gôndola da Maçã Gala um homem na faixa dos 30, aparentemente solteiro e morando sozinho, de perfume caro, terno, gravata e cara de nerd trabalhador corporativo, fazendo tipo de quem tinha acabado de sair do cubículo na Marechal Deodoro. Pegou três maçãs aleatórias, enfiou na sacolinha e se mandou. Em menos de 30 segundos. Não se preocupou nem um pouco em escolher as menos piores.

Aquilo me fez pensar em algo que eu havia lido em algum blog algum tempo atrás. Diziam que a gente escolhe namorado como se estivesse escolhendo maçã, e que é idiotice tentar achar uma maçã perfeita porque uma maçã perfeita simplesmente não existe. Não consigo achar que blog era, se alguém souber dê um toque (e não, não era aquele e-mail mulher = maçã).

Eu fico ali, mil anos tentando catar uma maçã que não tenha imperfeição nenhuma, sempre acabo levando maçãs imperfeitas e ainda ficando irritada com isso. Será que o engravatado, que pegou as primeiras que achou, se importa se a maçã está amassada ou não? Será que ele é mais feliz porque come sua maçã numa boa sem nem ligar por ela não ser perfeita?

O perigo de pegar a primeira maçã que se encontra é que ela pode estar bichada, aí realmente o problema é grande. Mas e esses pretinhos? Será que são mesmo relevantes? Eu nunca passei mal quando engoli uma parte ruim de uma maçã sem querer.

Veredicto libriano: escolha, mas com moderação.

A Saga da Corredora Iniciante

Estou num processo de reeducação alimentar já há um tempo, mas as gordurinhas não estavam indo embora. Cheguei à conclusão de que eu precisava sair da minha inércia preguicenta e me mexer um pouco, já que desde que ganhei o carro não tenho tirado a bunda de dentro dele. Sempre detestei a canseira, os bofes pra fora e o suadouro, mas achei que era hora de mudar.

Optei, por eliminação, pela caminhada/corrida. Esportes de competição estavam fora de questão (no way que eu vou reviver o Ensino Médio), musculação e coisas que precisassem de equipamentos adicionais também (no way que eu vou gastar dinheiro com isso). Eu sei que preciso fazer algum tipo de exercício anaeróbico também para fortalecer músculos e ossos, mas preciso de preparação psicológica antes de puxar ferro. Em último caso eu apelo para abdominais.

Além de que odeio academia, acho chatíssimo aquele ambiente com cheiro de subaqueira e um ventiladorzinho indo de um lado pro outro, cheio de aparelhos brutamontes anti-design e pessoas acéfalas, e ainda o fato de precisar pagar por tudo isso. Academia não é para onde vai o meu rico dinheirinho, não senhor! Cheguei a duas soluções possíveis: ir ao parque ou voltar a ir pro trabalho de ônibus, já que a caminhada até o ponto dá uns bons 20 minutos.

A segunda opção foi tentadora devido à economia de dinheiro, mas o Marco Zero de Curitiba não é um lugar bonito nem seguro às 7 horas da manhã. Sem contar que eu precisaria carregar todas minhas coisas para o trabalho, o que tornaria difícil manter a postura correta e tiraria parte do benefício do exercício.

O parque ganhou a disputa por ser obviamente mais agradável e de relativo fácil acesso e ter mais gente com o mesmo objetivo que eu ao redor. Gente bonita, diga-se de passagem.

O meu problema então era a mesma desculpa de todo mundo para não fazer exercício: não tenho tempo. Trabalho o dia inteiro e estudo à noite, além do tempo de locomoção para o trabalho que toma 1 hora do meu dia. Nenhum dos meus horários “disponíveis” (de manhãzinha, na hora do almoço e depois do trabalho) são bons, levando em consideração tráfego, sono, trocar de roupa suada para limpinha e tomar banho. Logo, precisei experimentar.

Nipo-japonês correndo em um parque de Curitiba às 7 da manhã de um dia de julho
Nipo-japonês correndo em um parque de Curitiba às 7 da manhã de um dia de julho

Dia 1

Aproveitei a última semana de férias da faculdade e fui à tarde, logo depois do trabalho. Foi bem agradável, tinha bastante gente na mesma situação que eu e taxa 0 de domingueiros sem noção. O clima estava bom, sem vento gelado. A surpresa bem-vinda veio por conta do pôr-do-sol lindo que eu presenciei. Bem legal ver a galera parando pra ver o sol, alguns tirando foto. Curti. Levei 38 minutos para dar a volta no parque caminhando, cronometrei com meu fiel companheiro iPod Touch. O ponto negativo foi o trânsito das 18h. Levei um bom tempo para chegar em casa e, se tivesse aula, teria chegado uns 20 minutos atrasada se estacionasse na Reitoria e subisse direto para a aula, descabelada, com roupa de ginástica e sem comer nada (o que prejudicaria a reposição de nutrientes). Sem chance durante o próximo semestre, mas uma boa opção para quando eu não tiver aula, já que posso voltar para casa, tomar banho cheio de frescuras e secar o cabelo com calma. Até hidratação no cabelo eu fiz depois do parque :P

Dia 2

Acordei quando ainda era noite e me mandei. Cheguei no parque às 7 da manhã, peguei um nascer do sol tão lindo quanto o pôr-do-sol do dia anterior. Os prós foram o trânsito (pouquíssimos carros na rua) e o fato de já sair de casa com a roupa certa. Os contras foram ter que chegar na empresa de roupa de ginástica e ter que me trocar no banheiro sem tomar banho, apesar de eu não ter suado tanto quanto esperava. E o pior dos contras foi acordar quando ainda era noite, o que por enquanto não é tanto um problema, mas vai ser um bem sério quando eu voltar a ter aulas até as 22:30, o que significa dormir menos de 7 horas por noite, quando eu sou o tipo de pessoa que precisa de 10.

 

No geral eu gostei mais de ir de manhã. Pretendo manter o ritmo e ir todos os dias. Essa semana estou só caminhando, mas a partir da semana que vem quero começar com um programa de corrida, indo aos poucos. No site dos Corredores de Copacabana tem um guia completíssimo para você que quer começar a correr, com tudo o que você precisa saber e até uma sugestão de programa de corrida.

Pra frente, Brasil! Rumo ao Hexa!

Peguei o buquê

MT pegou o buquê

MT pegou o buquê no casamento da prima esse fim de semana.

Tá loco viu.

Queimei um sutiã

Mulheres-homem do meu Brasil.

Ontem eu tirei um tempo para cuidar da minha Bigui. Enchi o tanque, levei pra ducha (só não lavei eu mesma porque não tenho espaço onde fazer isso), e calibrei os pneus.

Calibrei os pneus. Sozinha. De salto alto, social e unha comprida bem feita de Rubi-com-Rebu. E olha que eu tenho aqueles biquinhos cromados que precisa tirar com uma chavinha do inferno, e minhas unhas saíram intactas!

Tive uma sensação de poder.

Spam via Celular (SMS) - Só pode ser conspiração

Isso é que é spam bem pensado.

Há meses venho recebendo aqueles SMS da TIM com promoções das quais não quero participar, e nesse tempo todo simplesmente as ignorei. Até eu receber uma dessas durante meu último surto de TPM (eu tenho um dia da TPM que costuma ser o ápice do stress e choradeira do período, e e o SMS chegou justo no dia do ápice). Quando o celular tocou achei que era alguém querido e que a mensagem ia melhorar meu Dia do Ápice, mas não, nãããão, era um SMS maldito do leilão TIM.

Me enfezei ainda mais do que já estava no dia, e na mesma hora liguei pro famoso 144, o serviço de atendimento deles, para pedir para tirarem meu FUCKING número da FUCKING lista, YOU FUCKERS. O que me atendeu foi uma gravação: “Prezado cliente, por favor ligue novamente durante o horário comercial.” Porque era um sábado. Ótimo, abençoado, segunda-feira eu ligo, pensei, mas óbvio que esqueci. Só lembrei quando recebi outro spam, na semana seguinte, às 22h, que também não era horário comercial. Pensei em ligar no dia seguinte, mas esqueci também. Ontem recebi outro desses, de novo à noite.

Isso só pode ser fruto de uma extensa pesquisa de mercado e psicologia do consumidor. Eles deixam tudo programado no computador para enviar essas mensagens para alguns números afortunados (ou não) selecionados aleatoriamente, à noite e em finais de semana. Porque essa é a única hora que as pessoas vão lembrar de reclamar, mas veja só, infelizmente não atendemos nesse horário.

Dá licença que eu vou ligar no 144 agora mesmo, antes que eu me esqueça de novo.

Primeiro Emprego & A Greve dos Correios

Esses dias precisei mandar uns documentos pelo correio. Juro, fazia quatro anos que eu não pisava numa agência dos Correios. Nunca mais precisei mandar nada, era tudo por e-mail sempre. A última vez foi quando eu ainda fazia estágio de nível médio lá. Me bateu um déjà-vu de ver o cara tirando aquele adesivo do Sedex, colando no canto inferior direito do envelope e colando aquele adesivo menor, que é só o numerozinho, no A.R. Eu fazia isso todo dia, para comunicação interna, e no conforto da mesa dos estagiários do administrativo, não no balcão da agência, claro.

Porque, diziam as más línguas corporativas, só os estagiários mais fodas iam pro administrativo. Os segundos mais fodas iam pro financeiro, e os marromenos iam pras ACs - Agências dos Correios (ah, nomenclaturas operacionais). Diziam, não fui eu quem disse.

Mas naquela época não teve greve dos Correios! O entregador que vai na empresa em que eu trabalho agora buscar as encomendas que vão pros clientes deu um overview da greve pra gente: quem está em greve são os carteiros, e não o Correio todo, e os Sedex continuam sendo entregues pelo administrativo.

Adivinha pra quem deve estar sobrando? Pros escraviários, claro! Do adm! O meu envelope chegou em São Paulo no dia seguinte bem bonitinho. É assim mesmo que estagiário eficiente tem que ser!

Carteiros trabalhando - antes da greve dos Correios

E boa sorte pros carteiros. Eles são gente boa.

Será que vai rolar a corrida dos carteiros, com greve e tudo?

Update da Vida Privada

Que num blog é impossível ser privada, mas enfim. Pra quem não sabe, eu tirei três semanas de férias do trabalho agora em junho. Foi ótimo para dormir e estudar para as provas e trabalhos de fim de semestre.

Essa última semana foi a primeira semana de volta ao trabalho e férias das aulas. Eu acho ótimo sair do trabalho e poder fazer o que quiser, sem precisar ir pra aula à noite. Me sinto gente grande, a universidade me faz sentir adolescente. Essa semana eu pretendia ir em algum shopping depois do trabalho, fazer compras de presente para mim mesma por uma vitória pessoal que não vem ao caso que conquistei essa semana.

Mas na segunda vi um amigo e fiz uma prova final. Não fui no shopping.

Na terça fui a uma reunião de um projeto do qual estou participando, que foi bem divertida, depois fui no bar com as amigas do ex-trabalho e depois fui tomar um café com o ”amigo” do ex-trabalho.

Na quarta fui pra terapia, depois tive um pepino para resolver sobre um documento da universidade, depois fui no mercado para comprar os ingredientes do famoso bolo de caneca, e depois uma amiga veio em casa para a gente fazer o tal bolo, que ficou ótimo por sinal, e ainda lavei toda a louça e arrumei toda a cozinha.

A quinta era o dia que eu tinha reservado para finalmente ir no shopping, mas um amigo me convidou para ir jantar num buffet de sopas, e eu resolvi deixar o shopping para sexta, já que eu pretendia ir num shopping que fica no caminho entre o meu trabalho e a saída da cidade em direção a Ponta Grossa, e logo depois das compras ia direto pra casinha dos meus pais.

Só que na sexta eu preciso ir terminar de resolver o pepino do documento da universidade, no centro, e o engarrafamento das 18:30 desestimula viagens com desvios pelo centro nesse horário. Além disso, uma amiga me chamou para sair na sexta, um esquema que já estava programado há meses mas nunca saía, e eu quero ir. Tudo isso fora aquele famoso churras da firma, que seria sexta à noite também, mas como todo mundo reclamou foi mudado para a hora do almoço.

Ah, férias! Ah, vida na capital! Ah, ter um carro! Amo muito tudo isso.