Archive for the 'Comportamento' Category

Aquilo

Quando eu pensar em outra coisa que não seja quella cosa, eu venho postar decentemente.

Por enquanto, estou melhorando na parte de focar em outras coisas. Incrível como a faculdade tem sido interessante ultimamente. As matérias mesmo, não os veteranos nem os calouros nem os alunos de outros cursos. Incrível né, tô passada que tô gostando de estudar! Juro que não tô me reconhecendo! O trabalho não tá tão interessante, mas considerando que mês que vem já entra o aumento que eu pedi, é uma coisa para se ficar feliz, fora uns esqueminhas profissionais por fora.

Enquanto isso, eu compro roupas e sapatos e volto a comer saudável. Ou assim eu espero.

A Língua e a Moda do “De”

As aulas de Sociolinguística da faculdade me ensinaram que não existe jeito errado de falar, apenas jeito diferente. Há muitas discussões do gênero aqui na Produção (a mais recente sobre o polêmico tópico “R retroflexo”), das quais eu detesto participar porque é difícil fazer esse conceito de regionalismo, sotaques e dialetos brasileiros entrar na cabeça dos hermanos aqui.

Tanto é difícil que nem na minha entrou direito. Ainda tem muita coisa que eu não tolero, apesar de estar me esforçando para viver mais na “paz e amor” com essas bizarrices lingüísticas.

O mais recente alvo da minha intolerância é a moda do “de”. Começou com o “de” em dias de semana. “De segunda-feira vou pra natação”, “De domingo a gente faz churrasco”, etc. Achei cafona por ouvir falantes de sotaques que eu conheço bem e que nunca tinham falado assim de repente aderirem a isso. Se eles falassem assim desde que se conhecem por gente talvez fosse menos pior.

Depois, foi a expressão “sair de balada” que me causou um infarte do miocárdio. Como assim, “sair DE balada”? Você pega o seu Balada a álcool e sai? Que eu saiba a gente sai de carro, sai de bicicleta, sai de ônibus, eu saio de Bigui todos os dias, e inclusive saio de Bigui PRA balada.

“De sábado eu saio de balada.”

De onde surgiu isso, minha gente? Expliquem-me, por favor. Regionalismo? De onde? Por que está todo mundo falando assim?

Considerando que só ouvi isso de jovens solteiros na faixa dos 20-25 anos de classe média que se jogam na night, deduzo que seja um processo natural da língua, que se modifica com o tempo. Mas juro que não entendi a tendência.

Essa juventude de hoje, cada vez mais saidinha…

Pensamento rápido

Nunca tome o primeiro gole.

Porque a vontade é de ir no mercado comprar algumas Keep Coolers (Black) e depois ir alugar algum filme pra ver, mas com uma avó alcoólatra e uma mãe fumante meus genes bateram palma para a idéia de beber sozinha em casa, e obviamente não são genes confiáveis…

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Não é fofoca, é uma análise interior comparativa

Meu irmão, mais novo, está namorando sério há um ano. A cunhada é muito simpática, toda meiga, prendada, pinta, borda, faz crochet, doceira de mão cheia, vai fazer vestibular pra medicina esse ano. Minha bisavó gostou bastante dela, e logicamente meus pais também gostam bastante. No Sábado de Aleluia, meu irmão passou a tarde inteira fazendo as “pegadas do coelhinho” com farinha pela casa toda, para que a digníssima procurasse seus ovos de Páscoa. Achei isso lindo. Inclusive, acho lindo tudo que meu irmão sempre fez por ela; no fundo sempre quis alguém que fizesse todo esse tipo de coisa por mim; mais no fundo ainda, lá nas entranhas do meu subconsciente, sempre me achei um fracasso por nunca ter tido alguém que fizesse esse tipo de coisa por mim.

Só nesse feriado, vendo tudo isso, eu percebi a diferença entre o estilo de vida provinciano que eu deixei pra trás e o estilo de vida “idiossincrático” que eu tenho agora, e entendi por que o interior me dá agonia e por que eu me sinto tão melhor aqui.

Meu irmão se apaixonou pela namorada porque ela é a idéia que ele tem de perfeição. Uma idéia que ele herdou dos meus pais, que herdaram dos pais deles. Eu sempre quis que alguém fizesse essas coisas por mim porque essa é a idéia que eu sempre tive de demonstração de amor, herdada dos mesmos pais, que herdaram dos mesmos pais deles. É por essas mesmas idéias herdadas que minha bisa aprovou a moça, e é por essas idéias herdadas também que meu irmão foi chutado pela ex-namorada, muito mais livre, desbocada e ela-mesma.

Estou dizendo que ela não é melhor que eu por ser prendada, nem que aquele que faz surpresas românticas ama mais do que aquele que arranja um tempo no que está fazendo para ir te ver rapidinho e ainda te leva aonde você estava planejando ir para você não ter que ir sozinha na chuva, ou do que aquele que te apóia nas suas decisões pessoais.

Se eu tivesse um namorado que fizesse as patinhas do coelhinho pra me surpreender, a bisavó dele não gostaria de mim e me acharia saidinha demais. Isso porque eu moro sozinha, trabalho fora, sou tatuada, e os trabalhos manuais que me agradam não são exatamente bordado, tricot e crochet.

Daí a pergunta: por que caralhos eu acredito no que foi imposto a mim inconscientemente pelas gerações passadas? O conceito de “boa moça” só está em vigor nas cabeças dos seus avós, tios-avós e pais mais velhos, se você for o “indês” (não sei escrever isso) da sua geração. Na realidade da qual hoje eu faço parte, mulher boazinha fica pra trás. Mulher boazinha não tem carreira, nem credibilidade, nem a suposta “realização pessoal”. Na realidade da qual hoje eu faço parte, sair sozinha não é mal-visto, levar quem você bem entender pro seu apartamento não é errado, fazer o que você considera melhor não é desobediência e rebeldia, mas sim maturidade e independência.

Morar sozinha na capital contribuiu muito para a descoberta de quem eu realmente sou e o que eu realmente quero. Eu continuaria me sentindo deslocada na província, ao menos no círculo social do qual minha família faz parte, e nunca saberia bem por quê. A cada dia eu me entendo mais, especialmente quando comparo as situações aqui e lá, como fiz agora. Nesse fim de semana eu entendi que eu não sou “boa moça” como minha cunhada, portanto não me serve um “bom moço” como meu irmão. Atrasaria minha vida. (Isso não significa que estou disposta a ser mulher de bandido, ok? Sem extremos.)

Ainda vou levar um tempo pra tirar da cabeça essas idéias herdadas, afinal, são gerações e gerações que passaram por essa. Tenho muitos medos bobos (agora entendo) relacionados a não alcançar esses padrões familiares. Aceitar que não preciso seguir esses padrões é o primeiro passo para me livrar dos medos bobos, o que por sua vez é o primeiro passo para chegar a meus objetivos.

E ah, antes que perguntem, eu não sei e nem quero saber que tipo exatamente de moço me serve, só sei do que não me serve.

O “problema” da Tetê

Uma vez fiquei com um cara que achei legal. Nas semanas que se seguiram, fiquei esperando o próximo passo do camarada, porque tive vontade de ficar com ele de novo, mas o próximo passo nunca veio. Deduzi que ele não tinha curtido ou, se tinha, não fez nada. Não pensei mais nisso porque detesto homem sem atitude, gosto mesmo é que me dê atenção, demonstre que quer ficar comigo e faça isso acontecer (e não me venha com timidez!) Recentemente ele confidenciou a um amigo em comum que não fez nada porque achou que eu não tinha curtido; as minhas atitudes, segundo ele, demonstravam que eu não estava a fim; então ele largou os bets.

Menos recentemente um pouco, um ex que me marcou(a) muito (é, aquele) confidenciou-me que achava que eu não gostava dele. Quem leu meu blog durante este último ano sabe bem o tamanho da inverdade dessa afirmação.

Muito menos recentemente, há uns três anos, aceitei sair com um cara que parecia um bom partido, achando que ia beijar horrores. Ele me levou para passear e tomar sorvete e a conversa fluiu otimamente e divertidamente. E nada do carinha dar o bote. Semanas mais tarde, quando ressurgiu o assunto, a confidência foi que ele havia lido um livro sobre linguagem corporal e a minha, na ocasião, era desfavorável ao real objetivo dele - me pegar.

Indagação: Sou fria?

Indagação #2: Tetê tem o poder de decidir se rola ou não?

Indagação #3: Não é grude nem “atiradeza” demonstrar que tá querendo?

Indagação #4: Será que eu finalmente descobri qual é o famigerado “meu problema”?

A diferença entre vulgar e sexy

Tem gente que quando tá meio pra baixo passa na frente da construção de propósito só pra ouvir um “gostosa!!!” Vulgar e pouco fino, sem dúvida. Mas eu ainda acho que toda mulher tem o direito de receber uma mensagem dessas…

Mensagem anti-idade

…em pleno sábado. O ego vai às alturas.

*

Acho digno também relatar que neste finzinho de fim de semana eu ouvi a palavra que eu queria ouvir há 13 meses. Obrigada :)

A Caçada

Olhos de lobo, pose de lobo, ataque de lobo, focinho de lobo, caninos de lobo, garras de lobo, cheiro de lobo, pele de lobo, pêlo de lobo, uivo de lobo, lua cheia.

Insone

Faz mais de dois anos que não vejo esse filme (Eurotrip), então foi bem engraçado quando eu resmunguei “this isn’t where I parked my car” logo que percebi que estava indo pro lado errado do estacionamento.

Cooper diria “this is definitely not where I parked my car” e eu concordaria em todos os sentidos.

No mais, deixo registrado que amo meu Touch e amo minha Bigui, e podem falar o que quiserem.

Voltamos à nossa programação normal

Admito que nunca mais voltar passou pela minha cabeça. Mas daí lembrei de todos os momentos felizes junto deste blog, e resolvi manter o hobby. Fui para Ponta Grossa nas férias e acabei de voltar para Curitiba, dirigindo minha Bigui. E agora vamos deixar todo mundo a par dos acontecimentos veranis:

AbigailGanhei um carro! Um Ka azul acapulco (amei o nome da cor), lindo de morrer, que eu chamei de Abigail, porque é impossível esse carro ser homem - ele é extremamente feminino, tem até espelhinho no pára-sol do motorista e porta-óculos no teto. Essa foto é do dia em que ela foi comprada, mas já decorei com adesivos e penduricalhos no espelho e almofadinhas para maior aconchego dos passageiros do banco de trás. Tudo combinando, óbvio. Linda.

A Paulinha veio passar o Ano Novo em Ponta Grossa comigo e foi bastante divertido. Fora os cinco mil filmes que assistimos, ainda pegamos uma cachoeira cheia de gente porém bonita (a cachoeira, não a gentarada), muitos easy rides a bordo da Bigui e a clássica baladinha de Ano Novo.

iPod Touch e capinha feita em casaLembram que eu falei que queria um iPod Touch? Pois ganhei o brinquedo de Natal! Fiquei bem feliz, foi muito inesperado! Não vou repetir todas as features que falei aqui, só as que me surpreenderam. Por exemplo, com os outros iPods você instalava o software em um computador e só a partir daquele computador é que você podia syncar suas músicas, fotos, etc. E se passasse de um PC para um Mac (ou vice versa) então, precisaria reformatar o bichinho. Em Ponta Grossa temos 2 PCs, e já fiquei feliz de poder syncar a partir dos dois (tive que instalar o iTunes 7.4 nos dois, porque o 7.5 não funcionou, mas isso é o de menos). Aqui em Curitiba eu uso Mac, e esperava ter que reformatar, mas qual não foi minha surpresa quando o iTunes reconheceu meu Touch normalmente! Maravilha!

Comprei um roteador wi-fi e já corri dar um jailbreak e instalar um monte de aplicações no Touch. Confesso que fiquei decepcionada com a Maps.app. Não chega nem perto do Google Maps e a navegação é terrível. Mas em contrapartida tem muitos outros aplicativos bacanas e úteis, tipo um para ler e-books e Tetromino, um tetris para iPhone iPod Touch que me viciou.

Ainda estou testando a bateria, porque uma das coisas que eu adorava no meu Nano G2 era a durabilidade da bateria. Eu usava o bichinho uma média de 5 horas por dia, e a bateria durava uma semana. Com o Touch, já vi que YouTube torra a bateria bem rápido, mas preciso usar mais no dia-a-dia como simples player de música mesmo pra averiguar quanto tempo dura. Desconfio que a USB 1.blabla dos PCs em PG tenha contribuído pra o porco carregamento, então agora no Mac talvez dure mais.

A embalagem vem com uma flanelinha pra limpar a tela, que apesar de ser anti-risco, obviamente fica cheia de marcas de dedo. Achei bem bacana também o pedestalzinho em acrílico que vem, dá pra deixar o Touch em pé enquanto você assiste vídeos, tanto de assim quanto de assado. Só achei que faltou uma capinha preta no estilo das que vinham com os Nano G1, mas resolvi isso comprando tecido e fazendo em casa uma capinha de oncinha luuuxooo.

No mais, a qualidade de imagem e som é absolutamente perfeita. Até os vídeos do YouTube ficam decentes. A agenda de contatos pode ser editada direto no próprio aparelho, sem precisar passar seus contatos para o computador e daí pro iPod. E a interface touchscreen toda foi muito bem elaborada e é muito fácil de usar. Nota 9.5 (mas só porque eu ainda não consigo controlar a música sem olhar pro aparelho, como fazia com os Nano - já chego lá).

E meu irmão ganhou um Nintendo Wii de Natal. Zelda Twilight Princess é simplesmente lindo. A história é bonita e faz sentido, a ligação com os jogos anteriores também faz sentido (odeio quando fazem Zeldas sem pé nem cabeça, tipo Wind Waker). Eu juro que quase chorei quando cheguei ao Hyrule Field. É uma montagem mais Wii do mesmo Hyrule Field de Ocarina of Time (para todo o sempre no meu coração). A Zelda está linda e poderosa e quero ser igual a ela quando eu crescer. Ah sim, você pode muito bem só mexer o punho de leve com o Wii Remote que vai causar o mesmo efeito, mas você se sente muito mais poderoso ficando de pé e atacando os monstros (tem moblins!!! igual no GameBoy!!!) com movimentos amplos do braço como se estivesse empunhando uma espada mesmo.

Se eu lembrar de alguma coisa que não seja iPod Touch eu volto contar. E hoje tem festinha de aniversário da Gi e baladinha com o Maurício depois, weeee!

Já deu né

Gente, faz TRÊS HORAS que o Coxa foi campeão da SÉRIE B, ok? Querem parar de buzinar e gritar na minha janela? Já deu de comemoração, né?

Obrigada.

*

(E agora as minhas visitas de Coxa branca vão aumentar via Google.)

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