Archive for the 'Música' Category

2002 é que era bom

Devido à falta de iPod eu fui catar meus CDs antigos (na verdade todos os que eu tenho, porque nunca mais comprei/gravei nenhum desde que ganhei o ápode) pra ouvir no trabalho, e qual não foi a minha surpresa quando achei um que eu amo mas pensava que tinha perdido: o primeiro álbum solo do Gabry Ponte, italodance 2002 puro.

Foi lindo.

Tô me emocionando aqui com Geordie e cantando “this is the time to fuck!” Juro, isso marcou minha adolescência. Chegando em casa vou baixar as coisas novas do ragazzino. Sim, ele ainda existe e saiu da DeeJay pra M2O, ou seja, a fase house que me fez parar de ouvir Gabry já era.

Decidi que quando eu for morar na Itália vou fazer de tudo pra ver esse homem tocar. E vou fazer questão de ir atrás, tirar fotos, pedir autógrafos e tudo, bem tiete.

(Tô dançando Midnight só no sapatinho pela sala aqui)

Romantismo

Sempre fazendo a linha eurotrash, conheçam…

Marco Masini.

Este senhor é o equivalente italiano do…

Fagner.

Obviamente o italiano é mais bonito, pelo simples motivo de ser italiano. Mas a música é do gênero calcinhas-ao-palco. Para entender melhor, leiam uma rápida tradução de Il Giardino delle Api (O Jardim das Abelhas) e se emocionem:

Queria que o seu perfume não se fosse nunca
E me perder entre as suas cores
Pousar minhas asas sem nenhum perigo
Porque a minha rainha se foi
Mas o vento da vida me trouxe até aqui
De um pólen longínquo até o seu milagre
Te darei este pequeno raio de sol
Para levar seu coração ao céu…

Só eu, só você, voaremos livres
Só eu, só você, além dos rios e das árvores,
Depois ainda mais alto, onde acaba o infinito
Da alma…

As metáforas com abelhas não são totalmente Quem me dera ser um peixe? A diferença é que é com outra classe do reino animal. E saca a camisa aberta até o umbigo do ragazzo!

Segredinho: Eu adoro! Tenho várias músicas dele no iPod (do Masini, não do Fagner). L’Uomo Volante é bonita, vai, ganhou o Sanremo de 2004. Dêem uma olhada se ainda tiverem coragem.

Mágoa na Firma

Tomei um belo pito da moça do “Haiti” (IT) por ficar ouvindo rádio on-line no serviço, o que supostamente come a conexão e faz o servidor de vendas cair. Ok, e se eu não gostar do vendedor X, agora eu sei o que fazer para prejudicá-lo: ouvir a previsão do tempo na Puglia incessantemente na RadioItalia.

Só que eu gosto de sentar, meter o fone na cabeça, chapar e trabalhar. E não tem nada melhor para isso do que um belo bate-estaca. Só que com a nova proibição eu não posso ouvir a rádio da Ministry of Sound, logo estou tendo que me contentar com:

A) A música mais não-Gabry-Ponte que o Gabry Ponte lançou em 2002.
B) As duas músicas mais lounge do Eiffel 65 de 2003.
C) Um tipo de fusion indiano que achei na internet sem querer.
D) Um tipo de bizarrice hipnotizante que achei na internet sem querer.
E) O CD da abertura das Olimpíadas de 2004 do Tiësto.

Alguém sabe como ouvir rádio on-line de uma forma holística e alternativa?

E pra completar a mágoa, lembra das paixonites do seu Fundamental II (5ª à 8ª série)? Pois é. Oh! Discórdia!

Faço Letras e curto Paulo Coelho¹

Saí sem rumo e deixei o celular em casa desligado, e foi ótimo. Andei muito, almocei no McDonald’s com muito junk pride, fiz as unhas com os luxuosíssimos vermelhos novos da Risqué um por cima do outro e comprei chocolates e ice tea no mercado, está feito meu fim de semana.

Fui na livraria procurar algo pra ler porque tive uma overdose de Stephen King em três línguas e não agüento mais o homem. Fiquei horas lá dentro, olhei tudo, li todas as orelhas possíveis e não gostei de nada. Me senti muito miguxa loira que usa bota tipo pata de elefante. Da modinha Oriente Médio me bastou Pamuk, da literatura brasileira estou de férias, de literatura fantástica já passei da fase.

Fiquei indignada quando vi a edição especial Saiu Filme Desse Livro de A Bússola Dourada, que por sinal teve seu nome terrivelmente mudado para A Bússola de Ouro devido ao nome igualmente terrível que o filme levou. Pra quê, minha santa New Line, pra quê mudar dourada para de ouro? Alguém me explica?

Saí de lá com um livrinho de auto-ajuda afetiva/relacionamental, meio com vergonha de comprar, tipo moleque de 13 anos comprando a primeira Sexy na banca, enfia no meio de um jornal. Mas eu achei engraçadinho e muito real, e tava barato. De qualquer forma gostei da minha hora na livraria, adoro ficar lá fuçando livros, é um ambiente onde eu me sinto bem.

¹O título é uma referência a esta comunidade e ao fato de eu ter comprado um livro de auto-ajuda. Este post NÃO É SOBRE PAULO COELHO, obrigada.

*

Update de domingo:

Eu finalmente terminei de baixar La Finestra, o álbum novo do Negramaro, e excedeu todas as expectativas. O anterior, Mentre Tutto Scorre, era meio pesado e depressivo, mas esse no geral tem um tom muito alegre e animado, bem o que estou precisando no momento. Uma das músicas inclusive tem a participação maravilhosa do Jovanotti! Quando vi pensei que Negramaro com Jovanotti seria tipo aquelas misturas bizarras que a Coca-Cola tá promovendo (Armandinho com NX Zero é mágoa pura), mas o bagulho ficou absurdamente bom. Viciei, agora é decorar todas as músicas pra cantar no trabalho e promover a irritação alheia, yeah!

Um Apanhado Geral de Vontades

Me deu vontade de ver Ae Fond Kiss de novo, sem dúvida um dos filmes mais lindos que já vi nas minhas quase duas dezenas de anos. Vontade de viver algumas cenas lindas do referido filme lindo. Ô stress.

Estou com vontade de ver Radiofreccia de novo. Queria ver com certo apreciador de cinema, mas ultimamente tá difícil :( Ô stress. Acho que vou ver sozinha amanhã, junto com Monty Python and the Holy Grail, pra desestressar.

Acordei tarde, saí pra almoçar no shopping e comprar as tais luvas e as tais botas. As luvas já tinham sido todas vendidas na Accessorize, e quem adivinhar qual foi a loja que me salvou, com luvas iguaizinhas e mais baratas, ganha uma colherada de Nutella. E a bota também não tinha mais da cor que eu queria, só num modelo diferente, que ficou feio. Achei outras botas “mais ou menos” em outras lojas, mas “mais ou menos” por “mais ou menos” já me basta o “mais ou menos” mais “mais ou menos” das últimas semanas, então fiquei sem bota.

Tinha um casaco que eu vi no manequim, maravilhoso, e pensei “preciso comprar”, mas ficou muito grande. A melhor sensação do mundo é deixar de comprar roupas porque você precisava de um 38 e só tinha a partir do 40.

Estava com vontade de variar minhas músicas, andava meio enjoada delas. Aí descobri que Carmen Consoli faz um som muito bom, estilo “menininha meiguinha e culta”, estou baixando o CD mais recente e vamos ver se é bom no geral ou se é mais um daqueles que você compra por causa de 1 música e se decepciona. O Manoel me falou do CD novo do Wir Sind Helden e eu fui conferir mas não gostei, achei muito “anos 80 retrozinho moderninho alternativinho de All Star”. O CD novo do Negramaro sai dia 8, se alguém quiser trazer da Europa e me dar de Dia dos Namorados, eu aceito. Pode aproveitar e trazer também o livro de poesias do Ligabue, alguns DVDs de filmes com o Stefano Accorsi e cosméticos franceses.

Falando em livro, terminei de ler Dix-Neuf Secondes, sobre o qual devo fazer uma apresentação em sala no dia 13. Me decepcionei, estava esperando uma história de amor, mas acabou sendo uma tragédia daquelas que todo mundo morre no final, odeio isso. Mas acho que vou me sair bem na apresentação. Tô falando Francês pelos cotovelos, pelo menos pra isso minha língua tem servido, ô stress.

WorldWideMusic

Manele é um tipo de música popular na Romênia e na República Moldova. Tem influências do Oriente Médio nos arranjos e nos vocais. As letras geralmente falam de amores mal resolvidos, dinheiro, carros, mulheres, etc. É considerado uma subcultura, ou seja, é o sertanejo romeno, ou pagode romeno, ou o Calypso romeno, ou o que você achar pior.

Não é de se espantar que grande parte da trilha sonora de Borat - Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation Kazakhstan seja composta de Manele. Eu acho o Manele bem interessante, por mais brega que possa ser lá na Transilvânia (e aqui também, porque convenhamos, não é algo que eu colocaria na parte de gosto musical do Orkut ou que deixaria aparecer no Last.fm). Logo, secretamente achei a trilha sonora do filme genial.

Agora tô baixando a tal, mas no meio tem umas coisas bizarras demais inclusive pra mim. Uma das músicas começa com uma mulher gritando desvairadamente, o que ela deve considerar como “canto”.

Pra quem tiver curiosidade, esse site tem bastante coisa pra baixar. Pra quem tiver curiosidade, mas não quiser se arriscar, o YouTube também ajuda. Eu gosto particularmente dessa música, mas a palavra-chave “manele” já basta. Qualquer semelhança com programas de auditório brasileiros é mera coincidência. (O microfone amarelo estilo Domingo Legal é genial!)

Ainda na linha worldwidemusic, esse site é ótimo para ouvir no trabalho :)

Sites bons e sites ruins

O site de uma banda ou um grupo ou um conjunto ou um cantor ou um vocalista (muitas discussões sobre o tema, para depois) existe com o intuito de promover a música do tal. Logo, deve ser bem feito, bonito e útil.

O site do Miossec, por exemplo, tem toda e qualquer informação de que você possa vir a precisar, mas parece algo que eu faria. E é desorganizado. Não gosto de ir lá. O site da Dolcenera é maravilhosamente criativo e bonito, mas tem bem pouco conteúdo. Eu gostava de ir lá até que não teve mais nada novo pra ver lá. O site do Nek é bem feito e bem completo, mas eu pessoalmente considero feio. Modà faz um som muito bom, mas o site é nojentão total.

Já os sites do Raphaël e do Cali são nota 9 e 10, respectivamente. O do Raphaël é lindo, clean, e até bem completo. O 9 é porque falta a informação mais importante e necessária no site de um artista: as letras das músicas. E também porque ele é feio e os downloads são .rar. Já o do Cali é 10 absoluto, recomendadíssimo!

O novo vício musical do momento é o mesmo Raphaël supracitado. Estou feliz com as minhas descobertas de música francesa boa!

Whatever e Ligabue

Eu coloquei o leite no congelador, porque ninguém merece sucrilhos com leite em temperatura ambiente. Não aguentei e fui comer o sucrilhos antes do leite gelar. Só que o sucrilhos não boiou no leite, aí eu me pergunto se é porque o leite tava morno ou se é a marca diferente de sucrilhos. E sim, eu como sucrilhos em outros horários que não de manhã.

Passando aos assuntos relevantes mas não muito, ouvi Liga o dia inteiro, já tô até falando igual emiliano. E estou feliz porque a música-tema deixou de ser Leggero e passou a ser L’Odore del Sesso (não pelo odore nem pelo sesso, é bom deixar claro). E eu não choro mais quando ouço Ho Perso Le Parole.

Tem muito clipe do Liga no YouTube que eu nem sabia que existia! Sendo de todos eles o mais interessante definitivamente Metti in Circolo il Tuo Amore:

[YouTube=http://www.youtube.com/watch?v=srIWLANN-xk]

 

 

 

E eu cheguei à conclusão de que Ligabue é melhor ao vivo. Especialmente com Mauro Pagani do lado em versão acústica. Il Giorno di Dolore che Uno Ha acústica é de chorar de tão bonita, enquanto no estúdio não me implica nenhuma emoção particular.

 

 

 

Agora tudo que eu quero é (não necessariamente nessa ordem):

  1. Passar de semestre
  2. Trabalhar na minha área
  3. O livro novo do Liga
  4. Fazer alguma coisa legal no Ano Novo
  5. Minha Kodak
  6. O gatinho que mia e bebe leite

Aiai.

Allons enfants de la patrie…

Música francesa é muito ruim. Ponto.

Uma coisa que me ajuda muito na hora de aprender uma língua é a música. Foi assim com o Inglês e foi assim com o Italiano. Com o Alemão não funcionou muito bem porque eu não tinha com quem praticar, e só a música não basta. Logo, eu quero que seja assim com o Francês, mas tá difícil! Porque não basta só ouvir umas músicas, você tem que ser fã mesmo, ouvir uma outra banda sempre que puder e, mais do que tudo, ter a curiosidade e disposição de buscar entender o que a letra diz. E tá difícil ficar fã de alguma banda francesa, puta que pariu! Depois de KYO, nada me agrada o bastante! E KYO também já tá enjoando. Acho que sou frígida musical.

O Similar Artists do Last.fm agora é meu último recurso. Porque no Pandora você digita o nome de uma banda francesa e ele só te dá bandas que tem um som parecido mas cantam em inglês, ou seja, grandes bosta. Achei o Calogero pelo Last.fm, e apesar de o site ser nojento, tem algumas músicas que se salvam. E alguém por favor me responda: por que as pessoas rotulam KYO como j-rock?

Etc e música

Eu descobri o segredo daquele melhor cappuccino do mundo! É o melhor cappuccino do mundo porque é o cappuccino mais fake e mais simples do mundo! Pó pra cappuccino 3 Corações dissolvido no leite em vez de na água! Delícia! Minha salvação para os dias frios e/ou tristes!

 

Tipo que ouvir Angelo Branduardi é meio cúmulo do “sou alternativo e curto música velha”. Ou do “gosto mas tenho vergonha”. Mas baladinhas com muita cara de música renascentista são show pra ouvir no trabalho ou antes de dormir. Bom mesmo pra dormir são as lentas do Liga, principalmente as acústicas. Ho Messo Via ao vivo no volume mais baixo possível + travesseiro alto + cobertas, muitas cobertas = 10 horas de sono. Fiz uma playlist no iPod* devidamente entitulada Canções de ninar por Luciano Ligabue. A parte ruim das músicas ao vivo é que quando a galera grita você meio que acorda. Aliás, a galera canta L’Odore del Sesso errado, ha-ha! Ele diz “sono roba tua” e a galera manda um “ero roba tua” toda empolgada!

 

Um site que eu ia recomendar quando publiquei o layout novo é o da Dolcenera. Os gráficos e os sons são lindos! Tem um anjo fazendo alongamento no canto direito! *aponta* A artista, óbvio, também é ultra recomendada. Baixem Piove (música-tema deste layout!) e Mai Più Noi Due (música-tema da choradeira por causa de você-sabe-o-que-e-quem).

*Sim, ele voltou! Na sexta passada chegou meu iPod novinho, devidamente trocado =) Comprei um nanotube de uma colega de trabalho, amarrei uma fitinha vermelha nele e agora tô feliz! Quero um adesivo do DecalGirl.

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