Feiarte & Como usar pashmina

Começou nesse fim de semana em Curitiba a Feira Internacional de Artesanato - Feiarte. A feira traz expositores de 32 países, com artesanato típico de cada região. Já tinha ido na do ano passado e adorado. Fui ontem conferir a desse ano.

O negócio é fino. Internacional mesmo. Tem neguinho da Indonésia que precisa de intérprete, africano falando português com sotaque carregadão, italiano rabugento vendendo cristais de Murano, tem de tudo. Tem, inclusive, preço bom. Parece um mercadão de rua egípcio. Até a famosa pechinchada você consegue com os vendedores, a dica é pesquisar preço, pois tem muita coisa parecida em bancas diferentes.

A feira vai até dia 25 de maio, no Parque Barigüi, de segunda a sábado das 14h às 22h e domingos das 14h às 21h (dia 18) e das 10h às 21h (dia 25).

Sou doida por cachecóis, lenços, 7 véus e panaradas em geral. Logo, depois de uma breve pechinchada, saí de lá com um lenço de pashmina e seda (…e brincos de cristal soviéticos, e mais brincos diferentes e coisinhas peruanas, e mais coisinhas) bem mais em conta do que o preço encontrado em “lojas especializadas”.

E como usar a pashmina?

As meninas da Oficina de Estilo têm um tutorial em vídeo prático e rápido com vários estilos de “enrolamento” da pashmina:

OU você pode virar muçulmana e adotar o hijab, ou simplesmente usá-lo como forma de estilo ousada num bad hair day. Juro que estou tomando coragem pra cobrir toda a cabeça pra ir trabalhar :)

Google Maps na Vida de Jovens Motoristas

Eu sempre fui meio que um zero à esquerda quando o assunto é localização. Eu sei a diferença entre direita e esquerda, ok, mas até os pontos cardeais eu confundia na escola. Essa minha deficiência era agravada pelo fato de eu ter sido adoravelmente mimada por pais que me levavam e me buscavam em qualquer lugar e, portanto, jamais ter precisado localizar um endereço.

A história mudou quando eu vim para Curitiba e precisei me virar. Catei mapas de arruamento dos bairros de Curitiba no site da prefeitura, garimpava os horários e rotas dos ônibus naquele sitezinho da URBS e me virava.

Só que aí eu tirei a carteira e ganhei um carro. E aí eu precisei mesmo me virar, porque se localizar de carro é muito diferente de se localizar a pé.

O que me salvou foi o Google Maps. Eu sou incapaz de achar um lugar só com as direções que alguma pessoa me passe e com os respectivos pontos de referência. Na melhor das hipóteses, eu me acho com um mapa desenhado pela pessoa. Preciso olhar tudo no Google Maps, senão não acho. Até acho, mas vou com medo e insegura.

Curitiba sem Google Maps seria o caos

Eu não sei mais viver sem Google Maps. Se o Google algum dia resolver tornar o Google Maps pago, eu vou pagar qualquer preço pela assinatura Premium-Gold-Platinum. Se o Google encerrar o Google Maps, eu vou abrir uma instituição e contratar programadores e qualquer outro tipo de profissional e equipamento necessário para fazer outro Google Maps, o MT Maps. Eu sei que existe Yahoo! Maps e outros mil serviços do tipo, mas não tenho o mínimo interesse em procurar coisas neles. Estou viciada em Google Maps.

Como as pessoas encontravam endereços no passado? Se for da mesma forma que meu pai dá direções, eu prefiro o Google Maps :)

E não acho que isso seja um problema. Faz parte do ser humano encontrar formas de se localizar, tanto que inventaram bússolas, inventaram astrolábios, mapas, sistemas de localização pelas estrelas etc etc. Ninguém vai ficar perdido num futuro apocalíptico pós-Google Maps. Eu podia falar que o Google Maps é coisa do demônio, da mesma forma que falaram e falam dos perigos da Internet. Não é porque eu sou viciada em Google Maps que não vou conseguir ler um mapa normal. Tecnologia é uma coisa boa para facilitar a vida do homem. Google Maps é uma coisa boa para facilitar a vida do homem.

Google Maps me fez conhecer as ruas pelo nome, e não apenas por ponto de referência. Eu sei me locomover muito melhor em Curitiba, onde vivo há dois anos, do que em Ponta Grossa, onde vivi durante 13. É claro que isso se deve em grande parte à presença dos nomes das ruas em TODAS as esquinas, o que inexiste na nossa Princesa dos Campos, mas a culpa é toda do Google Maps.

Entupiu, a privada entupiu - Ai meu Deus!

Essa história é digna do Vinícius do Morando Sozinho. Essa foi uma manifestação da minha Síndrome de Ursulão.

Acordei atrasada ontem, correria, roupas, coisas na bolsa, maquiagem, e a privada entupiu. A água subiu até em cima, só faltou ter transbordado, e não desceu. E eu sem um mísero desentupidor em casa, o que teria resolvido a situação em cinco minutos. Com medo que transbordasse, peguei aquele limpador de vaso e cutuquei o fundinho para ver se desobstruía, aí a água baixou até a metade e parou.

E agora, José? Como desentupir a privada? Tive que deixar do jeito que estava, por perigo de quanto mais mexer, pior ficar; e eu, mais que atrasada pra buscar a caroneira e pra ir pro trabalho, não podia me dar ao luxo de piorar a situação.

O plano era comprar um desentupidor no 1,99 perto do meu trabalho na hora do almoço. Esqueci, óbvio, e tive que sair na surdina durante o break da tarde, só para ir atrás do desentupidor. Perguntei pra atendente:

- Oi, tem desentupidor?

- De pia?

- Não, aqueles assim… De… De vaso.

- Ah, não tem, só de pia.

Fui embora. O plano B era passar no mercado no caminho pra casa. Passei. Vasculhei três vezes a prateleira de utensílios de limpeza e nada. Tive que perguntar pra um rapaz que estava reorganizando as hortifruti, ele procurou mas só viu o de pia.

Improviso #1: Vai ter que ser esse. Quem não tem cão caça com gato, e eu não ia deixar meu banheiro nessa situação até o dia seguinte ou, pior, até segunda-feira.

Desentupir de Vaso x Desentupidor de Pia

Improviso #2: Meti as luvinhas de látex nas mãos e um saco plástico pra cobrir o resto do braço. Aquela agüinha não é nada agradável de se enfiar a mão, mas com o devido EPI você estará seguro. Alguém tem que fazer o trabalho sujo, e eu é que não vou pagar um encanador para isso. Mãos à obra! Em cinco minutos minha descarga estava funcionando normalmente!

Fica a dica pra quem mora sozinho e não quer gastar com dois utensílios para a mesma função. Mas lembre-se de usar o EPI adequado e desinfetar tudo após a operação.

O título é porque essa música não saiu da minha cabeça o dia inteiro por causa desse “verso”.

Power Nap é power mesmo

Seguindo a onda corporativa do post passado, vou deixar aqui uma dica que pode ser muito útil pra todo mundo que trabalha e estuda, ou trabalha demais, ou estuda demais, ou trabalha demais E estuda demais.

A power nap aumenta a produtividade, diminui o stress, melhora o humor e faz a memória funcionar melhor. Ela consiste num cochilo de curta duração (os famosos 15 minutos), de modo que você acorde antes de entrar realmente no estágio do sono. Aí você fica felizinho sem ficar com aquela “inércia de sono”, ou seja, aquela vontade de dormir mais logo que acorda. Esse efeito colateral pode ocorrer se você não limitar seu ronco a no máximo 15 minutos.

Eu fiz isso hoje. Ainda tinha mais 20 minutos antes de bater o cartão quando voltei do almoço, então configurei o celular para despertar em 15 minutos e capotei no banco traseiro do meu carro.

Eu não dormi exatamente, tinha consciência de tudo ao meu redor e acreditava estar apenas “descansando os olhos”. Uma ova, quando dei por mim tava escorregando suavemente pro subconsciente, as coisas à minha volta e os meus pensamentos se embaralhavam todos, mas eu sabia que não estava dormindo nem sonhando. Isso se chama microssono.

Quando acordei estava num bom humor incrível, e todas as tarefas que eu tinha pra fazer, fiz rápido e sem me enrolar, como costumo fazer quando tô de saco cheio. Recomendado!

Tem também uma outra modalidade, a caffeine nap. Com ela você toma café logo antes de tirar seu cochilo. Supostamente, a cafeína leva em torno de 15 minutos para dar aquele efeito “energizante” esperado no organismo. Enquanto espera esses 15 minutos, você tira aquela pestana merecida.

De qualquer forma, preciso arranjar um lugar melhor, porque o carro estava terrivelmente quente. Já falei que tem um sofá na sala de edição? Todo mocado e escondido. Acho que vou pra lá amanhã.

Escravidão Bem-remunerada x Artista que Morre de Fome

Estava discutindo questões profissionais com o Garoto Prodígio semana passada, e a pauta da discussão era “escravidão bem-remunerada x artista que morre de fome“.

Ou seja, será que devemos correr atrás do que realmente adoramos, sabemos e queremos fazer, mesmo que a curto prazo a remuneração seja menor, ou devemos abraçar qualquer oportunidade de dinheiro bom e dinheiro fácil, mesmo que isso vá contra nossos princípios?

A primeira vez que me vi frente a esse dilema foi há uns dois meses, quando me ofereceram um emprego que pagaria o dobro do que eu ganho agora. Isso para trabalhar no call center de uma grande empresa. É, call center. Estarei ganhando mais para estar trabalhando num call center.

O lugar onde eu trabalho agora não é dos mais ricos ou luxuosos, nem pretendo construir carreira aqui, mas gosto do trabalho que eu faço, que é de certa forma ligado à minha área, e acho que ganho mais que bem para a minha faixa etária e formação acadêmica (a maioria dos meus amigos na faixa dos 20 ganha menos de 1/3 disso, quando trabalha). Sem contar a mamata que uma empresa pequena propicia, e por mamata eu me refiro a não precisar fazer hora extra e a não precisar tomar Maracujina em doses diárias para sobreviver, motivos pelos quais eu saí do meu emprego anterior, também numa mega-empresa.

Não aceitei a proposta do call center por motivos óbvios. Prefiro ganhar menos fazendo algo que não me desagrada e que me dá alguma experiência na área que pretendo seguir, do que ganhar mais e ter de sobreviver à base de Maracujina num trabalho puramente chato.

Isso porque eu tenho 19 anos, sou undergraduate (malemal formada) e moro sozinha com apoio dos pais. Uma situação bem diferente da do Garoto Prodígio, que tem 34 anos e uma família pra sustentar (de “garoto” não tem nada, o apelido faz referência ao xará dele na Dupla Dinâmica).

Ele se botou claramente a favor da primeira opção (escravidão bem-remunerada) como suporte para a segunda (artista que morre de fome), ao invés de uma excluir a outra. O exemplo dado foi a necessidade de se abrir uma empresa para emitir nota fiscal de tradutor. Todo mundo sabe que abrir uma empresa no Brasil é um processo demorado e caro, bem como é caro manter uma empresa. O argumento dele foi que, muitas vezes, principalmente no começo, eu não conseguiria ter lucro só com as traduções, e precisaria de um emprego paralelo para manter o negócio de traduções. O que faz muito sentido, mas repito, é uma situação diferente da minha.

Claro que quero ganhar bem, todo mundo quer. Mas não numa base maquiavélica, não na base do “os fins justificam os meios”. O trabalho é uma parte importante para a sanidade mental do ser humano, e deve ser uma atividade que, se não for agradável, pelo menos não dê fastídio. Tem que ter um balanço aí dos fatores “remuneração” e “satisfação pessoal”.

Se gari ganhasse bem, você limparia chorume?

Se lixeiro ganhasse R$2.200 mais benefícios por mês, os candidatos a tal vaga jamais seriam universitários ou recém-formados, nem mesmo estagiários de engenharia ambiental especializados em descarte de resíduos sólidos.

Brilho e Sucesso no Karaokê

Nesta quarta-feira, véspera de feriado, conseguimos imagens exclusivas feitas por um cinegrafista amador no backstage da apresentação da grande dupla Paulete e Tetê (”Tudo a vê!”) durante o show da banda Micophone, no Era Só O Que Faltava.

E como Pictolírica sempre traz os furos de reportagem mais relevantes até nosso querido leitor, eis o vídeo:

“Elas merecem muito mais do que sobrevivência, elas merecem o brilho dos palcos!”

Moendo no Wii

MT jogando Wii

Jogando Wario Ware no Nintendo Wii algumas semanas atrás. Foto do Slonik :)

O complicado foi jogar Trauma Center e operar o carinha levemente ébria depois. Aí realmente não tinha detonado, disk dicas nem Nintendo World que ajudasse! (E ainda vi o final de Zelda Twilight Princess - emocionei.)

Sexo e o Resto

Línguas estrangeiras não são apenas conjuntos diferentes de palavras e expressões para representar as mesmas coisas, mas conceitos diferentes das coisas. Assim como, em português, saudade é um sentimento bem claro e distinto e, em ingês, dedos do pé não são dedos, em italiano um relacionamento é dividido em duas partes essenciais: sexo e o resto.

E a pergunta da vez é: qual dos dois é mais importante? Leve em consideração que sexo inclui beleza física e a “pegada”, e que o resto inclui carinho, atenção e as “obrigações sociais” de um relacionamento.

Certo, parece óbvio que a resposta é o resto, afinal todo mundo quer ser bem-tratado e sentir que pode contar com a outra pessoa para o que for necessário. Mas não é tão óbvio assim.

Pense: você começa um relacionamento porque sentiu atração pela outra pessoa. Falando sem hipocrisia e “politicamente-corretice”, você quer uma pessoa bonita do seu lado. Todo mundo quer. Ou até não necessariamente bonita fisicamente, mas que tenha algum tipo de magnetismo, o que geralmente envolve o olhar, o modo de te tocar e falar com você e as atitudes - isso se chama “pegada”, e é isso que atrai uma pessoa à outra, e é a atração (logo, o sexo) que começa relacionamentos. O resto vai sendo construído pelas duas partes envolvidas ao redor disso.

Simplesmente não é natural que relacionamentos comecem pelo resto, para que sejam complementados depois com o sexo. É pular uma etapa, é não deixar acontecer naturalmente (êêê pagodão). Não é humano. Da mesma forma, não é humano que as pessoas se sintam solitárias mesmo estando num relacionamento, pelo fato de este ser construído exclusivamente de sexo.

Decidir o quê é mais importante que o quê é um dilema cruel. Aliás, pensar sobre isso, por si só, já é cruelíssimo. Quem não pensa é que é feliz, abençoada ignorância! Para não ser libriana e (como sempre) deixar as coisas em cima do muro, deixo a questão em aberto para vocês comentarem a respeito. Mas ainda concordo com a tia Rita Lee: amor sem sexo é amizade, sexo sem amor é vontade.

(É, eu que sei de relacionamento.)

Eu e Krishna

Acontece nesse fim de semana em Curitiba o Ratha Yatra 2008, celebração hare krishna que, segundo ótima explicação de uma “fiel” com quem conversamos, festeja um “passeio” do senhor Jagannatha (senhor do universo) fora do templo, onde ele pode ver e sentir a adoração de seus fiéis e ficar feliz com isso, enquanto os fiéis ficam felizes por se sentirem mais próximos ao deus e unidos a ele.

Estou contando o que eu entendi das palavras dela, se você entender mais do assunto e achar necessário me corrigir, por favor, assim o faça.

O fato é que eu me identifiquei muito com a coisa. Adorei a música, a dança, o canto, toda a alegria na coisa toda. Foi isso que me chamou a atenção. Amor era o que emanava dali, não medo e um respeito temeroso.

Porque eu fui batizada católica, mas só ia à igreja em ocasião de casamento, velório e visita turística, e me sentia extremamente sufocada. Fiz a primeira comunhão por obrigação dos pais, e por revolta fui tomar a hóstia com a roupa mais velha, batida e suja que eu tinha, e nunca mais comunguei desde então. Achava que eu tinha o djaño no corpo, só podia!

Depois entendi que não, que não era em Deus que eu não acreditava, mas sim na instituição da igreja católica (sic - minúsculas). Não concordo com as idéias que ela prega a seus fiéis. Detesto a expressão “temente a Deus”. Como se Deus fosse algo assustador a que temer, e como se quem O teme fosse bom e correto. E isso é só um exemplo, não quero entrar em discussões contra uma ou outra religião.

Meu negócio passou a ser eu e Deus, Deus e eu, e está bem bom assim. Mas a idéia de se sentir alegre e amado e bem consigo mesmo através da religião me chamou muito a atenção. Acho que vou fazer uma visitinha ao templo de Krishna um dia desses. (E ser parte da Piracema de Hare Krishnas.)

Cantando errado (de novo)

Quando vi o clipe da música nova do James Blunt pela primeira vez entendi “I’m not calling for a second shag , e ainda fiquei achando meigo o romantismo do cara por ele não querer só sexo. Cantei a música inteira assim, e só bem depois fui perceber que na verdade ele dizia“I’m not calling for a second chance.

De novo. Das duas uma: ou eu tenho um sério caso de dislexia musical, ou eu ando passando tempo demais com o inglês britânico misturado com espanhol do Garoto Prodígio, cuja palavra mais falada (depois de culo) é shag.

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